PS Madeira apela a um bom relacionamento entre líderes


 

Lusa/ AO online   Regional   2 de Out de 2007, 17:07

O líder do PS madeirense defende que a actual boa relação institucional entre os chefes dos governos das duas Regiões Autónomas se deve estender ao relacionamento entre a Madeira e o executivo da República.
    João Carlos Gouveia falava a propósito da XIII Conferência das Regiões Ultraperiféricas da União Europeia, que decorre a partir desta terça-feira e até 6 de Outubro no Funchal.

    "Gostaria imenso e desejo que esta relação institucional a alto nível também seja encontrada entre o chefe do governo madeirense e o primeiro-ministro", afirmou o líder do PS/M numa conferência de imprensa realizada no Funchal, destinada a anunciar uma visita que efectua a partir de quarta-feira à comunidade madeirense radicada em Londres.

    Porém, considerou "não fazer sentido" reunir-se com o presidente do governo socialista dos Açores, Carlos César, que chegou esta terça-feira à Madeira, por tratar-se, no seu entender, de "uma deslocação oficial".

    "A reunião entre os chefes dos governos regionais, para tratar de assuntos das Regiões Ultraperiféricas, é uma relação institucional e aquele que representa a Madeira é o presidente do Governo Regional", disse.

    "Estou muito orgulhoso que os dois presidentes se reúnam e é o primeiro dever do líder do maior partido da oposição, do ponto de ponto de vista institucional, demonstrar lealdade e solidariedade com o presidente do governo regional, Alberto João Jardim, independentemente das nossas grandes diferenças políticas e divisões quanto ao futuro", declarou.

    Para o líder socialista insular, num contexto de "normalidade institucional, num estado de direito, numa democracia liberal pluripartidária e de funcionamento institucional normal, um encontro com o presidente dos Açores não faz sentido", sustentou.

    Sobre a sua deslocação a Londres, destacou que no actual contexto muitos madeirenses voltaram a emigrar à procura de melhores condições de vida e que "a Região não tem capacidade para acolher os seus filhos".
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