PCP/Açores preocupado com “aumentos brutais” dos combustíveis na região

O PCP/Açores alertou que os “aumentos brutais” dos combustíveis na região, a partir de sexta-feira, “voltam a penalizar famílias e setores produtivos”, considerando inaceitável que se verifiquem aumentos desta magnitude



Em comunicado, a Direção Regional do PCP/Açores (DORAA) manifesta a sua “profunda preocupação e firme condenação” pelo “aumento abrupto” dos preços dos combustíveis para transportes e do gás para uso doméstico na Região Autónoma dos Açores.

“Os dados agora conhecidos confirmam uma subida extremamente gravosa: mais 36,3 cêntimos por litro no gasóleo rodoviário, 21,7 cêntimos na gasolina 95 e 36,9 cêntimos por quilograma no gás de petróleo liquefeito, passando a botija de gás de 13 quilogramas a custar mais de 28 euros”, refere.

Segundo o PCP açoriano, estes aumentos “empurram os preços para níveis incomportáveis, com impacto direto no custo de vida das famílias e na atividade económica regional”.

“Trata-se de um verdadeiro agravamento das condições de vida num território já marcado por desigualdades estruturais, baixos salários e elevados custos de transporte”, vaticina.

A DORAA admite que o aumento do custo dos combustíveis “terá efeitos em cadeia, pressionando os preços dos bens essenciais, dos transportes e da produção, penalizando trabalhadores, agricultores, pescadores e pequenas empresas”.

Por isso, considera “inaceitável que, numa região ultraperiférica, onde a dependência do transporte é inevitável, se verifiquem aumentos desta magnitude sem qualquer mecanismo de proteção às famílias e aos setores produtivos”.

Na nota, os comunistas reafirmam a “necessidade urgente” de existir uma intervenção pública na formação dos preços dos combustíveis e na fixação do valor do gás de botija em 20 euros.

Defende, ainda, que sejam regulados os preços da eletricidade, dos alimentos, dos ‘spreads’ e das comissões bancárias, que sejam criados “mecanismos de compensação para setores mais afetados” e que ocorra a revisão e o reforço do regime específico de formação de preços, “garantindo que este responda efetivamente às condicionantes da realidade insular”.

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