O líder do executivo açoriano de coligação PSD/CDS-PP/PPM, José Manuel Bolieiro, disse aos jornalistas, na Ribeira Grande, à margem da sessão de encerramento do Encontro dos Conselhos Económicos e Sociais - 50 anos da Autonomia dos Açores, que vê o aumento dos combustíveis na região “com enorme preocupação”.
Lembrou que, nos Açores, a revisão dos preços dos combustíveis é feita mensalmente e que, fruto desta medida, nos meses de março e de abril, “houve uma contenção, até muito significativa” quando comparada com o continente português.
O chefe do Governo açoriano desejou que possa haver “uma solução” para a atual crise energética global e que “possa haver uma descida” dos preços.
José Manuel Bolieiro assegurou que o executivo que lidera tem disponibilidade para, em vez de aguardar “pelo ciclo mensal” para determinação dos preços, poder fazê-lo “mais cedo, caso ocorra, em breve, qualquer descida” dos produtos petrolíferos.
“E, portanto, nós estamos preocupados porque isso [o aumento dos combustíveis na região] afeta, naturalmente, a economia”, observou.
O governante também disse que vê “com bons olhos” a solução que a União Europeia coloca de autorizar os Estados-membros a “criarem auxílios de Estado para a economia”.
“E, como sempre tenho dito, nestes casos, havendo esta solução - e nós estimulamos que o Governo da República o faça -, e faça para o país inteiro e para todos os portugueses e também, naturalmente, para as Regiões Autónomas”, concluiu.
De acordo com os despachos publicados em Jornal Oficial, a partir de sexta-feira a gasolina sem chumbo I.O. 95 octanas passa a custar 1,921 euros por litro, nos Açores, e o gasóleo rodoviário 2,004 euros por litro.
O preço do gasóleo colorido e marcado consumido na agricultura é fixado em 1,633 euros por litro e o preço do gasóleo colorido e marcado consumido na pesca em 1,443 euros por litro.
O gás butano vendido ao público, no estabelecimento do revendedor, em garrafas de 26 litros ou mais, passa a custar 2,208 euros por quilo e o vendido em garrafas de 24 litros, construídas em materiais leves (até oito quilos de vasilhame), 2,408 euros por quilo. O gás butano canalizado é fixado em 2,208 euros por quilo e o gás butano a granel em 1,801 euros por quilo.
