O presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, afirmou que ainda é cedo para detalhar de forma concreta o impacto do novo Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR) nos Açores, mas sublinhou que já se notam diferenças positivas entre a nota de conceito inicialmente apresentada e o plano agora aprovado em Conselho de Ministros.
Em declarações aos jornalistas, para José Manuel Bolieiro, a principal satisfação do executivo açoriano é que “não ficou excluído o território e as necessidades das regiões autónomas dos Açores e da Madeira”, garantindo que o arquipélago procurará aproveitar ao máximo as oportunidades de financiamento disponíveis.
Entre os aspetos já identificados, destacou a componente digital, nomeadamente o financiamento para os cabos submarinos de fibra ótica, considerando tratar-se de uma medida objetiva e importante para a conectividade da Região. Quanto aos restantes pilares do plano, o governante defendeu que poderão existir oportunidades relevantes, sobretudo nas áreas da proteção, resposta e reforço da resiliência.
Bolieiro recordou ainda que, desde o início, sempre considerou compreensível que a primeira prioridade estivesse centrada na resposta às intempéries no continente, mas insistiu que os Açores também têm necessidades estruturais que exigem investimento e cofinanciamento.
O líder do executivo regional referiu que o Governo dos Açores apresentou contributos após ouvir os partidos políticos e durante o período de consulta pública, defendendo que projetos sem alternativas de financiamento europeu, como as acessibilidades rodoviárias, deveriam poder ser abrangidos.
O
presidente garantiu que o Governo Regional continuará atento à evolução
do plano e manterá o diálogo com os partidos políticos para definir as
melhores candidaturas a apresentar no âmbito do PTRR.
