Assembleia das Regiões da Europa

Protecção Civil precisa de maior empenhamento financeiro


 

Lusa / AO online   Regional   24 de Out de 2007, 18:19

O vice-presidente do Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA), Ricardo Barros, defendeu esta quarta-feira um maior empenhamento financeiro da União Europeia e dos Estados nos serviços de protecção civil.
“Sabemos que são serviços que não dão lucros, regra geral só são falados quando é para dizerem mal, porém, são serviços que estão preparados para intervir, com eficácia e qualidade, em casos de catástrofes”, sustentou.

Ricardo Barros, que falava após uma reunião de cerca de duas dezenas de especialistas europeus que estão nos Açores no âmbito da Assembleia das Regiões da Europa, adiantou que o encontro visou “criar doutrinas comuns na gestão de situações de crise com o envolvimento do comando de operações de socorro”.

“A Protecção Civil é uma área a explorar e em crescimento, que tem vindo a merecer uma atenção particular dos responsáveis europeus, pelo que é necessário que as regiões encontrem formas de cooperação e articulação para actuações conjuntas”, disse.

O vice-presidente do SRPCBA sublinhou ser necessário “corrigir anomalias que existam na forma como cada país encara os seus serviços de protecção civil”.

“Há projectos que podem ser explorados em conjunto, mas, para isso, é necessário mais dinheiro e maior presença do Estado juntos da protecção civil”, preconizou.

Segundo Ricardo Barros, os projectos conjuntos passam “pelo estudo das prevenções de catástrofes e aquisição de material que possa servir para intervenções conjuntas em cenários idênticos”.

Admitiu, por outro lado, que uma das áreas que se assume como um desafio é o terrorismo, em que a “protecção civil pode intervir com rapidez e eficácia nas operações de evacuação e tratamento de feridos para minorar as consequências”.

Além de representantes açorianos, nos trabalhos participaram diversos especialistas suecos, ingleses, romenos e austríacos, que abordaram temáticas como “A emergência e os sistemas preliminares do cuidado de saúde” e “O planeamento de emergência nos Açores”.

Os suecos abordaram a problemática das “Comunicações nas crises” e os romenos falaram sobre “Os limites das equipas voluntárias numa intervenção de crise”.

Os participantes no encontro assistiram, ainda, a um simulacro de uma “crise sísmica e soluções de socorro”, apresentado pelo SRPCBA.
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