Primeira audiência a Puigdemont em Bruxelas realiza-se hoje

A primeira audiência na Justiça belga para analisar a ordem de detenção europeia contra o presidente do governo catalão destituído, Carles Puigdemont, e quatro seus ex-conselheiros realiza-se hoje.



A audiência está marcada para as 14:00 locais (13:00 em Lisboa) no Tribunal de primeira instância de Bruxelas, onde será discutida também a possível extradição dos cinco políticos para Espanha.

Puigdemont e os ex-quatro conselheiros vão ser ouvidos dentro do prazo legalmente previsto para o efeito, já que teria de ter lugar no prazo máximo de 15 dias a partir da comparência de Puigdemont perante o juiz de instrução belga, o que sucedeu a 05 de novembro.

Após terem sido ouvidos nesse dia por um juiz de instrução, em Bruxelas, Puigdemont e os quatro "consellers" (ministros regionais catalães), que se encontram na capital belga desde 30 de outubro, foram libertados sob medidas cautelares, estando proibidos de abandonar território belga, obrigados a indicar uma residência fixa e com ordens para se apresentarem sempre que forem convocados pelo tribunal ou pela polícia.

A Audiência Nacional, em Espanha, acusa os ex-membros da Generalitat, incluindo os cinco que se encontram em Bruxelas, de rebelião, sedição, má gestão de fundos públicos e desobediência às autoridades.

Puigdemont e os seus ex-conselheiros Meritxell Serret, Toni Comín, Lluís Puig e Clara Ponsantí entregaram-se voluntariamente no dia 05 de novembro de manhã à polícia federal belga e foram ouvidos durante várias horas por um juiz de instrução, que tinha três opções: ou recusava aceitar a ordem europeia de detenção (pedida pela justiça espanhola), aceitava a ordem e mantinha detidos os cinco políticos catalães ou deixava-os em liberdade condicional, o que acabou por acontecer.

O presidente destituído do governo catalão vai ser o cabeça de lista do seu partido às eleições regionais de 21 de dezembro, ao mesmo tempo que luta contra a sua extradição para Espanha.

Puigdemont confirmou desde Bruxelas à televisão catalã El Punt-Avui TV que está a preparar uma lista de candidatos com o nome “Juntos pela Catalunha” (Junts pel Catalunya) que irá liderar e inclui nomes do seu Partido Democrata Europeu Catalão (PDeCAT) e independentes.

O Governo espanhol convocou eleições na Catalunha para 21 de dezembro, depois de ter decidido aplicar o artigo 155.º da Constituição, que suspende a autonomia da região. O executivo regional foi destituído e o parlamento regional dissolvido.

As decisões do executivo de Mariano Rajoy, apoiadas pelo maior partido da oposição, os socialistas do PSOE, aconteceram depois de a declaração de independência da Catalunha ter sido aprovada em 27 de outubro por 70 dos 135 deputados do parlamento catalão. A votação decorreu sem a presença da oposição, que abandonou a assembleia regional.


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Greve geral

O Governo Regional dos Açores esclareceu que “não fixou quaisquer serviços mínimos” no dia da greve geral, ao contrário do que foi referido pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS)