Sinistralidade

Prevenção Rodoviária aplaude prazo para apresentação de estratégia nacional

Prevenção Rodoviária aplaude prazo para apresentação de estratégia nacional

 

Lusa / AO online   Nacional   7 de Nov de 2007, 11:20

O presidente da Prevenção Rodoviária Portuguesa (PRP) apontou a definição de um prazo limite para a apresentação da Estratégia Nacional Para a Segurança Rodoviária como a medida de prevenção mais importante anunciada terça-feira pelo Governo.
O Governo assumiu terça-feira - após uma reunião entre vários departamentos na sequência do acidente com um autocarro em que morreram 15 pessoas perto de Castelo Branco - o compromisso de apresentar ainda este mês o texto final de enquadramento da Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária.
"É a medida mais importante das dez apresentadas pelo Governo, mas espero que o texto não seja realmente final e possa ainda admitir contributos", disse à Lusa José Miguel Trigoso.
O compromisso faz parte de um pacote de 10 medidas apresentadas pelo Governo no âmbito da prevenção rodoviária e que prevê também o lançamento de uma campanha para diminuir os acidentes nas estradas, o aumento da repressão por parte das forças de segurança e a existência de uma verba extraordinária de dois milhões de euros para alcoolímetros, radares de controlo de velocidade e sistemas informáticos.
José Manuel Trigoso considerou estas medidas "positivas", mas ressalvou que é "urgente" a apresentação das principais linhas da estragégia nacional para a segurança nas estradas porque "estas medidas pontuais não terão o mesmo efeito se não forem enquadradas num projecto global".
O Governo foi "pressionado" a apresentar medidas pontuais por uma "série de infelizes coinciêndias", disse o responsável, considerando que se deve "olhar atentamente" para os números globais da sinistralidade rodoviária.
Reconhece que no geral os números de mortos nas estradas tem vindo diminuir, contudo lembrou que nas auto-estradas a têndência é a inversa.
"No ano passado as mortes em acidentes nas auto-estradas representavam nove por cento dos mortos nas estradas. Até Agosto deste ano representam 11 por cento. Temos conseguido diminuir o número de mortos em todos os outros locais, mas nas auto-estradas acontece o contrário", disse, adiantando que é preciso atenção a esta realidade.
"É preciso uma reflexão cuidada sobre a grande divergência entre velocidades que é praticada nas auto-estradas e que é muito perigosa. Se um condutor for a 150 quilómetros/hora e outro a 50 é mais perigoso do que haver uma média de condutores que andem todos a 120 quilómetros/hora", disse.
O controlo de velocidade nas auto-estradas foi outra das medidas apresentadas na reunião de terça-feira pelo secretário de Estado da Protecção Civil, que admitiu que a velocidade média da circulação rodoviária poderá estar a aumentar.
Para controlar a velocidade nas auto-estradas, Ascenso Simões disse que a GNR vai "apostar nos radares".
Além de organismos que integram o Ministério da Administração Interna, no encontro estiveram presentes representantes dos Ministérios da Saúde e das Obras Públicas, incluindo o secretário de Estado desta tutela, Paulo Campos.
Durante a reunião ficou ainda acordado que entre 25 de Novembro e 7 de Janeiro, período que abrange as festas natalícias e passagem do ano, a acção das forças de segurança vai ser reforçada, para aumentar ainda mais a fiscalização nesse período.
Desde o início do ano e até domingo morreram nas estradas do Continente 711 pessoas (número que não inclui as 15 vítimas do acidente de Castelo Branco), mais 21 do que no mesmo período de 2006, de acordo com dados reunidos pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).

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