Presidente da República visita Vulcão dos Capelinhos


 

Lusa/AO online   Regional   3 de Out de 2007, 17:35

O Presidente da República visita segunda-feira o Vulcão dos Capelinhos, uma das principais atracções da ilha do Faial que vai estar sujeita a regras para combater a erosão e proteger a sua importância ambiental e científica.
      A erupção do Vulcão dos Capelinhos aconteceu no mar a 27 de Setembro de 1957 e durou cerca de 13 meses, mudando a paisagem natural de uma ilha que perdeu, neste período, cerca de metade da sua população.

    O fenómeno vulcânico destruiu moradias e terras de cultivo e obrigou milhares de açorianos a emigrar para os Estados Unidos da América, através de legislação especial criada pela Administração norte-americana.

    Meio século depois, Cavaco Silva sobrevoa num helicóptero da Força Aérea, no âmbito da deslocação oficial que efectua aos Açores até 10 deste mês, um dos locais que mais turistas atrai no Faial e que, por essa razão, está a merecer a atenção das autoridades açorianas.

    O estado de erosão do Vulcão dos Capelinhos, assim como a sua importância ambiental, levou o Governo Regional a decidir controlar as escaladas ao local, oferecendo formação a 17 guias que vão passar, a partir do próximo ano, a indicar as zonas correctas para as visitas.

    Entre os formandos estão guias de empresas privadas, vigilantes da natureza e pessoal do quadro da direcção regional de Turismo, que pretendem passar a exercer a actividade, em especial junto dos turistas.

    Em declarações à agência Lusa, Frederico Cardigos, director regional do Ambiente, explicou que a intenção é “condicionar” as escaladas, depois de estarem criados os Parques Naturais de ilha, processo que o Governo está a ultimar.

    Preocupações que surgem numa altura em que foram divulgados dados científicos que indicam que a acção do mar e do vento já destruíram dois terços da área total do Vulcão dos Capelinhos, ao longo dos últimos 50 anos.

    O vulcanólogo Victor Hugo Forjaz, do Observatório Vulcanológico dos Açores, considera mesmo que, neste momento, “escalar o Vulcão já é perigoso”.

    Os turistas e os habitantes locais que sobem o Vulcão dos Capelinhos desconhecem também outro perigo que aquela atracção turística esconde: as fumarolas que são libertadas no local e que, nalguns casos, chegam a atingir 150 a 180 graus.

    Por todas estas razões, Victor Hugo Forjaz defende que o acesso ao vulcão deve ser condicionado e permitido apenas com o acompanhamento de um guia, como o Governo pretende agora fazer.

    Na última semana, tiveram início no Faial as comemorações dos 50 anos do Vulcão dos Capelinhos, um fenómeno que alterou substancialmente o modo de viver de muitos faialenses e muitos açorianos.

    No local, está agora a ser construído um centro de interpretação do vulcão, que representa um investimento de cerca de seis milhões de euros.

    Uma obra que o presidente do Governo Regional, Carlos César, defendeu que vai transformar o “foi um momento de emigração e de pobreza num factor de atractividade e modernidade na ilha do Faial”.
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