Congresso dos Economistas

Presidente da República desafia ao "regresso à convergência real"


 

Lusa / AO online   Economia   11 de Out de 2007, 12:00

O Presidente da República lançou hoje o desafio do "regresso à convergência real" da economia portuguesa com o grupo de países mais desenvolvidos da União Europeia, na sessão de abertura do 2º Congresso Nacional dos Economistas.
    “Não podemos conformarmo-nos com uma rotina mínima, ao sabor de flutuações conjunturais. Precisamos, isso sim, de um regresso à convergência real com um grupo de países mais desenvolvidos da União Europeia”, afirmou Aníbal Cavaco Silva, na reunião magna dos economistas portugueses, que hoje começou em Lisboa.

    Cavaco Silva realçou as taxas de crescimento económico inferiores às dos parceiros europeus e sustentou que Portugal tem acumulado vários desequílibrios macroeconómicos "insustentáveis".

    Para o Presidente da República, a resolução destes desequilíbrios é "essencial", sob pena de constituírem "não apenas um problema de curto prazo, mas acima de tudo um pesado obstáculo ao desenvolvimento futuro".

    Cavaco Silva considerou que o relançamento da economia portuguesa depende, em larga medida, do desenvolvimento da capacidade exportadora continuada e sustentada, que não dependa de ciclos económicos ou de oportunidades pontuais.

    O Presidente da República mostrou-se apreensivo com o elevado défice externo que absorve recursos essenciais para o crescimento económico e pode tornar-se “fonte de sérios constrangimentos” ao funcionamento normal da economia.

    Além disso, o chefe de Estado considerou indispensável prosseguir o controle das finanças públicas, a fim de que se possam garantir elevados níveis de competitividade da economia portuguesa e realçou como de “crucial importância” a qualidade e eficiência das políticas públicas.

    Cavaco Silva defendeu que o Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) para 2007-2013 terá de colocar Portugal na média da União Europeia.

    “Inaceitável é qualquer atitude de resignação perante o desempenho da economia portuguesa nestes primeiros anos do século XXI”, considerou, acrescentando que a atitude perante os desafios "deve ser de responsabilidade, mas também de confiança, pois devemos encarar o futuro com firme vontade de vencer”.

    O Presidente da República definiu ainda a inovação tecnológica, a integração europeia e a globalização como "oportunidades" que, se forem aproveitadas, trarão o devido retorno: "a melhoria do bem-estar e da qualidade de vida dos cidadãos".

    Disse ainda que as Pequenas e Médias Empresas (PME) merecem uma “especial atenção” das políticas públicas, uma vez que são fundamentais para o desenvolvimento da economia.
Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.