Presépio nas Furnas tira partido do vulcanismo nos Açores

As Caldeiras das Furnas, nos Açores, servem há mais de 20 anos de cenário a um presépio com centenas de figuras colocadas em redor das fumarolas vulcânicas, e cuja edição deste ano a Câmara da Povoação inaugura na sexta-feira.


“Toda a parte da montagem é feita com muito cuidado. Aliás, já se faz há muito tempo”, afirmou à agência Lusa o vereador da Cultura da Câmara Municipal da Povoação, Rui Melo, acrescentando que “há material que se vai degradando com o tempo” devido ao vapor das fumarolas, pelo que tem de haver “substituição atempadamente”.

A instalação do presépio das Caldeiras das Furnas partiu, inicialmente, de um grupo de jovens.

Mais tarde, a responsabilidade transitou para o município, que, ano após ano, faz do presépio local de visita obrigatória para residentes e turistas na quadra de Natal.

Rui Melo adiantou que o presépio chegou a ter mais de mil figuras pintadas à mão em ‘platex’, mas “agora são centenas”, sem conseguir precisar o seu número, estando dispersas e iluminadas em redor das caldeiras.

Por isso, embora o local seja procurado durante o dia, é à noite, quando a iluminação cénica se acende, que o espaço dá ao visitante a imagem de um presépio gigante.

Segundo o vereador, “a questão da segurança está salvaguardada”, explicando que são “homens experientes” que fazem a montagem do presépio e da iluminação elétrica em locais onde é proibido ao comum dos visitantes circular devido às temperaturas muito elevadas das caldeiras.

Fernando Costa, natural das Furnas, que lidera pela primeira vez a equipa de sete homens encarregada da montagem do presépio, expressou satisfação pela missão que cumpre com “empenho e responsabilidade”.

“Dá muito trabalho e é perigoso. Tem de se ter muito cuidado e um bocadinho de sensibilidade para trabalhar com estas imagens e colocá-las no terreno”, disse Fernando Costa, habituado desde sempre a ver em todos os natais o presépio das Caldeiras das Furnas.

Para o vereador da Cultura da autarquia da Povoação, na ilha de São Miguel, o presépio difere todos os anos, mas a tradição “é para manter”.

“Há pessoas e famílias que costumam vir todos os anos ver este presépio de características únicas à procura do que está diferente”, declarou, sem revelar o investimento, mas considerando que compensa, uma vez que “as pessoas acabam por jantar e aproveitar o fim de semana” nas Furnas.

A inauguração do presépio, de acesso gratuito, está agendada para 09 de dezembro, pelas 21h00 locais (mais uma hora em Lisboa), permanecendo até 23 de janeiro.

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