Energia

Preço do petróleo 46 % mais barato do que no início do ano


 

Lusa/AOonline   Economia   13 de Nov de 2008, 17:11

O preço do barril do petróleo de Brent estava esta quinta-feira a cair 46 por cento face ao início do ano para 52,86 dólares, mas esta é uma tendência que não se deverá manter, segundo as previsões de vários bancos.
Desde o pico atingido a 3 de Julho deste ano, quando o barril do Brent, referência para o mercado português, atingiu os 146,08 dólares, o preço já desceu 64 por cento.

    As previsões de analistas de 18 bancos a nível mundial apontam para um preço médio de 81,37 dólares no final de 2008 e de 90,60 dólares no final de 2009.

    Para o final deste ano, as previsões variam entre os 62,26 dólares o barril previstos pela Societé Generale e os 93,33 dólares previstos pelo HSH Nordbank AG.

    Para o final de 2009, as previsões variam entre os 62 dólares estimados pelo ING Wholesale Banking e os 116,70 dólares o barril estimados pelo Barclays.

    A descida acentuada da cotação do petróleo, devido às previsões de contracção das principais economias mundiais, está já a preocupar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e a Agência Internacional de Energia (AIE).

    A descida do preço do crude abaixo dos 60 dólares fez soar os alarmes na OPEP que deverão reunir-se ainda este mês no Cairo, antes da reunião marcada para 17 de Dezembro, na Argélia, para discutir um novo corte na produção de petróleo.

    A OPEP decidiu no mês passado, em Viena, cortar a produção para 11 dos países membros em 1,5 milhões de barris diários, face aos 28,8 milhões de barris por dia.

    A AIE afirmou-se também na quarta-feira preocupada com o facto da crise económica e financeira poder colocar em causa alguns dos investimentos em nova produção, o que poderá criar uma nova crise energética no futuro.

    Para já, a quebra do preço do petróleo está directamente associada à deterioração do clima económico a nível mundial e alguns analistas consideram mesmo que é o maior estimulo que a economia norte-americana pode ter.

    Não deverá ser contudo uma tendência para manter a médio prazo, não só porque se espera uma recuperação económica e com isso a retoma da procura mas também porque, segundo a AIE, os poços petrolíferos em actividade no mundo estão a baixar a sua capacidade de produção.

    Ao mesmo tempo, e apesar do abrandamento da procura a médio prazo, espera-se que o consumo acelere dos actuais 85 milhões de barris por dia para os 106 milhões em 2030.

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