Política

Povo deve "julgar com severidade os que depauperam regiões"

Povo deve "julgar com severidade os que depauperam regiões"

 

Lusa/AO online   Regional   16 de Set de 2011, 17:23

O presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, reafirmou que a situação financeira das duas regiões autónomas é “profundamente diferente”, defendendo que o povo “deve julgar com severidade os que depauperam regiões”.
“O julgamento do povo é o principal. O povo deve julgar com maior severidade os que dissipam recursos e depauperam regiões, como é o caso da Madeira”, afirmou Carlos César em declarações aos jornalistas em Ponta Delgada.

O presidente do executivo açoriano, na sequência das mais recentes informações sobre a situação financeira da Madeira, frisou que as duas regiões autónomas são casos “profundamente diferentes”.

“Os Açores são uma mais valia e não um problema para o país, são um exemplo bem sucedido”, afirmou.

Nesse sentido, salientou que “a Madeira vai contribuir com 1.500 milhões de euros para o défice de 2011, a que se juntam mais 600 milhões de euros de divida administrativa, o que é uma diferença muito grande para os Açores, que não vão contribuir para o défice de 2011 e têm uma dívida administrativa quase inexistente”.

“Sinto pena que a Madeira tenha seguido este percurso e espero que os Açores não sejam prejudicados pelas medidas que terão que ser adoptadas para corrigir a situação, que é muito grave”, afirmou Carlos César.

O Instituto Nacional de Estatística e o Banco de Portugal acusaram hoje a Administração Regional da Madeira de ter omitido informação relativa às suas contas públicas, que consideram “grave” e da qual não têm conhecimento de casos similares.

Por essa razão, o Instituto Nacional de Estatística (INE) e o Banco de Portugal concluírem que o défice orçamental de Portugal de 2008, 2009 e 2010 terá de ser revisto em alta devido a um buraco nas contas da Madeira descoberto apenas nas últimas semanas.

Em causa estão encargos que não foram registados e Acordos para Regularização de Dívidas que não foram reportados às duas entidades, responsáveis por apurar as contas nacionais.

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