Portugal vence no Cazaquistão e fica perto da fase final

Portugal vence no Cazaquistão e fica perto da fase final

 

Sérgio d’Almeida Soares-Lusa/AO online   Futebol   17 de Out de 2007, 16:31

A selecção portuguesa de futebol colocou-se hoje a quarto pontos da fase final do Europeu de 2008, ao venceu no Cazaquistão por 2-1, isolando-se no segundo lugar do grupo A de apuramento

Um golo do estreante Makukula, aos 82 minutos, e outro de Cristiano Ronaldo, aos 91, deixaram hoje a selecção portuguesa de futebol a quatro pontos do Europeu de 2008, após triunfo no Cazaquistão por sofridos 2-1.
No segundo jogo com o seleccionador português de “castigo”, a equipa das “quinas” deixou uma pálida imagem em Almaty, mas, depois do triunfo no Azerbaijão (2-0), cumpriu com a dupla missão, graças à eficácia de Makukula, chamado à última hora para substituir o lesionado Nuno Gomes, e ainda de Ronaldo, que fez o oitavo golo na qualificação, pouco antes do tento de honra de Byakov, aos 93.
O avançado do Marítimo precisou apenas de 27 minutos para se estrear da melhor forma com a camisola das “quinas”, conseguindo o golo inaugural que, juntamente com o de Cristiano Ronaldo, podem mesmo valer o apuramento luso para a Áustria e Suíça.
Depois do triunfo no Azerbaijão (2-0, com tentos de Bruno Alves e Hugo Almeida) e dos empates de Sérvia (na Arménia) e Finlândia (na Bélgica), na ronda de sábado, Portugal ascendeu ao segundo lugar e hoje consolidou-o, ficando numa posição muito favorável.
A selecção portuguesa, que com Flávio Teixeira no banco só sabe vencer, somou o terceiro triunfo sobre os cazaques, após os de 2003 (1-0 em Chaves) e 2006 (3-0 em Coimbra), este último já no grupo A de qualificação. 

Tal como já tinha quase adiantado, Luiz Felipe Scolari manteve o “onze” apresentado sábado, com Ricardo na baliza, uma defesa com Miguel, Bruno Alves, Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira, um meio-campo composto por Miguel Veloso, Maniche e Deco, entregando o ataque aos criativos Quaresma e Ronaldo no apoio ao avançado Hugo Almeida.
O Cazaquistão, em “4-2-3-1”, surgiu na baliza com David Loria, uma defesa com Samat Smakov, Alexandr Kuchma, Maxim Zhalmagambetov e Farkhatbek Iristemov, uma linha de meio-campo com Sergey Skoryh e Andrey Karpovich, mais recuados, Sergey Larin, Nurbol Zhumaskaliyev e Dmitriy Byakov, ficando Sergey Ostapenko sozinho na frente de ataque.
Apoiados por 26.000 ruidosos adeptos e a pressionar desde o início da partida, os cazaques criaram a primeira ocasião de perigo na sequência de um contra-ataque, aos quatro minutos, respondendo Portugal com duas situações de golo, uma delas transformada em golo por Hugo Almeida, mas em clara posição de fora-de-jogo.
Finalmente livres do sufoco inicial, os portugueses conseguiram libertar-se e atingir a baliza com mais frequência e, aos 17 minutos, Miguel Veloso rematou forte e colocado, de livre directo, obrigando David Loria a defesa apertada para canto.
Pouco depois, aos 23 minutos, Ricardo Carvalho cabeceou e viu um defesa adversário salvar em cima da linha de golo, após canto de Veloso da direita, e, aos 32, Maniche testou o remate, mas a bola saiu ligeiramente ao lado.
Ainda que a dominar até este período - sete cantos na primeira parte -, a selecção portuguesa caiu completamente até ao apito para descanso, com Quaresma e Ronaldo muito abaixo daquilo que habitualmente produzem: apenas o meio-campo e a defesa mostravam alguma qualidade, pouca, no entanto, para a valia individual dos praticantes lusos.
Na segunda parte, e depois de quase 15 minutos de total apatia, Flávio Teixeira “Murtosa” chamou Nani (60) e Makukula (63) para os lugares de Maniche e Hugo Almeida, para “mexer” alguma coisa, ganhando Portugal mais alguma velocidade, ainda assim completamente inconsequente.
Aos 72, 73 e 74 minutos, ainda assim, Makukula cabeceou contra o corpo de um adversário, primeiro, depois Bruno Alves viu um defesa tirar na pequena área remate para a baliza e, por fim, Deco enviou ao lado, num remate forte, de fora da área.
O Cazaquistão chegava, porém, à baliza de Ricardo com alguma frequência e impulsionava os adeptos frenéticos, mas seria Makukula - estreia pela selecção -, a rematar novamente fora, após passe de Quaresma.
A ver o tempo passar e a qualificação novamente a ficar apertada, os portugueses balancearam-se mais para o ataque e descuraram a defesa e o meio-campo mais recuado, mas Makukula, aos 82 minutos, coroou a estreia com um golo, de cabeça, após, e finalmente, jogada perfeita de Quaresma na direita.
Aos 91 minutos, Cristiano Ronaldo aproveitou excelente jogada de Nani pela esquerda e “fuzilou” David Loria, aumentando a vantagem lusa e, aos 93, Dmitriy Byakov fez o justo golo de honra cazaque, trazendo ainda mais um minuto de emoção ao encontro.

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