Portugal tem uma boa oportunidade para inovar e liderar


 

Lusa / Ao online   Economia   25 de Nov de 2007, 11:32

O director da divisão Internet Business Solutions da Cisco, Waseen Sheikh, considera que Portugal tem capacidade para liderar e inovar na área da tecnologia RFID (identificação por radiofrequência), como qualquer outro país europeu.
    "Portugal tem uma boa oportunidade, como qualquer outro país" para inovar e liderar" na área da tecnologia de identificação por radiofrequência, disse à agência Lusa Waseen Sheikh.

    A tecnologia RFID permite, através de etiquetas electrónicas, denominadas "tags", captar informação sobre produtos - desde componentes de automóveis, artigos de hipermercado, entre outros -, mesmo que estes estejam em movimento.

    "A adopção, desde o início, [do RFID] não garante uma liderança sustentada no sector das tecnologias e atendendo que os ciclos tecnológicos têm um ritmo cada vez mais acelerado, os líderes de hoje podem ser os mais atrasados amanhã, caso não haja uma estratégia definida para aumentar as aptidões e a inovação", explicou o director da Cisco Systems.

    Questionado sobre as suas expectativas em relação à utilização da tecnologia RFID na Europa, Waseen Sheikh manifestou-se bastante optimista.

    "A Europa tem estado a liderar nesta área e espero que essa tendência continue", sublinhou o director, acrescentando que "muitos dos sectores industriais europeus como logística e automóvel, por exemplo, tem consolidado e expandido a sua presença global".

    "Em alguns casos, o RFID aumenta a capacidade para a redução real dos custos e, em outros, permite criar serviços de topo onde anteriormente não existiam. Tendo em conta o potencial da tecnologia quer nas receitas como nos lucros, espero que mais empresas explorem e adaptem o RFID às suas necessidades de mercado", acrescentou.

    Para o director da divisão Internet Business Solutions da Cisco Systems, que esteve presente numa conferência sobre os desafios do RFID que decorreu em Portugal na semana passada, os investimentos nas tecnologias "são modestos".

    "A evolução da tecnologia é global. O sucesso depende na criação de um verdadeiro valor acrescentado e na aposta na inovação a longo termo", disse o responsável, acrescentando que as "parcerias público-privadas poderão ser a chave e a Europa tem uma longa história neste tipo de parcerias", em comparação com os EUA.

    Sobre os grandes desafios do RFID, Sheikh citou as questões de privacidade e segurança, porque estes "obrigam a um coordenação global para uniformizar e encontrar soluções".

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