Portugal integra operação da Europol que retira mais de 1.500 armas das ruas

Portugal esteve entre os 30 países envolvidos numa operação da Europol contra o comércio ilegal de armas de alarme e de sinalização convertidas, que resultou na apreensão de 1.534 armas de fogo, anunciou a organização europeia.



Estas pistolas estão a tornar-se uma aposta para os criminosos, uma vez que podem ser facilmente convertidas para descarregar munições verdadeiras. Segundo a Europol, um repórter criminal holandês baleado em Amesterdão em julho de 2021 terá sido baleado por uma destas armas convertidas.

Conduzida entre 13 e 17 de dezembro, a operação Conversus foi liderada pela polícia nacional romena, no âmbito da Plataforma Multidisciplinar Europeia contra as Ameaças Criminais (EMPACT, na sigla em inglês), juntamente com o Eurojust, que está disponível para apoiar as autoridades nacionais com a cooperação judicial transfronteiriça.

Roménia, Bulgária, Bélgica, Chipre, República Checa, Alemanha, Dinamarca, Estónia, Grécia, Espanha, França, Finlândia, Croácia, Hungria, Lituânia, Luxemburgo, Letónia, Países Baixos, Polónia, Portugal, Suécia, Albânia, Bósnia-Herzegovina, Suíça, Noruega, Montenegro, Macedónia do Norte, Sérvia, Ucrânia e Kosovo foram os países participantes na operação.

No balanço da operação hoje divulgado, a Europol destaca as mais de 260 buscas domiciliárias, 17.464 munições apreendidas e 6.550 quilos de pirotecnia apreendida.

Previamente à operação foi desenvolvido um trabalho de identificação de compradores e negociantes envolvidos neste comércio ilegal, com as forças de segurança romenas, búlgaras e da Macedónia do Norte a recolherem dados com vista à definição de compradores e transações consideradas suspeitas.


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