Portugal abre centro de negócios em Singapura


 

Lusa / AO online   Economia   22 de Out de 2007, 18:07

Portugal vai abrir um Centro de Negócios em Singapura que irá coordenar a promoção portuguesa no Japão, na Malásia e, futuramente, no Vietname, disse à agência Lusa o presidente da AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.
Basílio Horta explicou que o Centro de Negócios de Singapura irá funcionar, em termos de coordenação, nos mesmos moldes do Centro de Xangai, que coordena o trabalho de Pequim e Macau.

Este novo centro de negócios vai, por agora, trabalhar com Tóquio, embora o presidente da AICEP queira ter uma representação individual a breve prazo também na Malásia e, no futuro, no Vietname, país que nos últimos anos tem vindo a crescer como local de concentração industrial e que tem "um crescimento económico muito grande", disse.

A reorganização asiática da AICEP está directamente relacionada com as prioridades do Governo, estando agora Portugal representado nos países e nos mercados considerados "prioritários", explicou Basílio Horta.

Também em processo de reorganização está o Centro de Distribuição de Produtos Portugueses, a ser edificado no Parque Industrial Transfronteiriço entre Macau e a cidade continental de Zhuhai.

"Tive uma reunião longa com a Nam Kwong [parceiro chinês do projecto] e percebi que havia dificuldades em registar a sociedade por vários formalismos que não eram cumpridos”, disse.

“O que foi acordado foi fazer um plano de negócios sobre o que se espera seja o Centro, os produtos que são prioritários, que canais de distribuição se pretende utilizar e, depois, pegar no plano, ir para Portugal e interessar empresas no projecto", explicou Basílio Horta, ao salientar que espera ter o Centro a funcionar no primeiro trimestre de 2008.

O presidente da AICEP acrescentou também que Portugal tem grandes empresas de distribuição que podem estar interessadas no projecto do Centro, defendeu a injecção de mais capital do que os 500.000 euros previstos caso exista necessidade real e sustentou que o mais importante é "ter um centro que funcione, não ter um papel assinado".

Basílio Horta acrescentou ainda que o Centro não irá funcionar na perspectiva de fornecedor Macau, porque o antigo território sob administração portuguesa "é a porta de entrada para a China e os produtos terão de ser espalhados pela China".
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