Politécnicos esperam melhorar imagem com Processo de Bolonha


 

Lusa/AO online   Nacional   21 de Set de 2007, 14:33

Alunos e dirigentes dos politécnicos manifestaram-se confiantes na melhoria da sua imagem em consequência da aplicação do Processo de Bolonha, já que o primeiro ciclo de três anos do ensino superior acordado a nível europeu assemelha-se aos bacharelatos.
      "Para os institutos é mais fácil a adaptação ao processo de Bolonha", salientou Ricardo Pinto, presidente da Federação Nacional de Associações de Ensino Superior Politécnico (FNAESP), que hoje organiza um encontro nacional em Leiria.

    O aumento do número de candidaturas nos institutos, que tem crescido em relação às universidades, é um "bom indicador" da mudança de imagem dos politécnicos junto da sociedade, considerou este dirigente.

    Por outro lado, as regras de Bolonha, que dão oportunidades de formação semelhantes aos politécnicos e universidades, vão consolidar um primeiro ciclo de ensino de três anos, que é "muito semelhante" ao já feito pelos institutos com os bacharelatos, considerou.

    "A ideia são cursos adaptados ao mercado de trabalho" e "nisso os politécnicos partem em vantagem", explicou Ricardo Pinto, que reúne hoje em Leiria representantes das 41 associações de estudantes deste sub-sector.

    Por outro lado, esta melhoria da imagem pública dos politécnicos está também relacionada com o trabalho de promoção dos institutos que têm apostado "na ligação directa ao mercado de trabalho", acrescentou.

    "Em Portugal, os candidatos sabem que os institutos oferecem mais facilidades para a empregabilidade", salientou Ricardo Pinto.

    Opinião semelhante manifestou Jorge Mendes, presidente do Politécnico da Guarda e representante no encontro do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, considerando que este sub-sector está a ultrapassar o "estigma" que tinha na sociedade portuguesa.

    "É notório que os politécnicos estão a adaptar-se melhor a Bolonha" e isso também se reflecte na "capacidade de atracção" de novos alunos que têm vindo a aumentar em relação às universidades.

    Este dirigente espera que dentro de alguns anos, este trabalho de ligação às empresas e a opção por um ensino mais prático traga ainda mais benefícios às instituições.

    "Sentimos que há uma mudança de comportamento" dos candidatos que vem "valorizar este esforço" que é feito pelas instituições, considerou Jorge Mendes.

    O encontro termina sábado à tarde, com a leitura de conclusões, que incluirá também uma reunião das associações para debater o novo Regime Jurídicos das Instituições de Ensino Superior.
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