PJ apreende 2,5 toneladas de droga em águas internacionais

PJ apreende 2,5 toneladas de droga em águas internacionais

 

Lusa/AO Online   Nacional   31 de Jan de 2019, 15:26

A Polícia Judiciária apreendeu 2,5 toneladas de cocaína avaliada em cerca de 125 milhões de euros durante uma operação de combate ao tráfico de droga em alto-mar na madrugada de quarta-feira, com o apoio da Força Aérea e da Marinha Portuguesa.

Além da apreensão da droga proveniente de um país da América latina, foi também apreendido um rebocador de alto-mar registado no Panamá, que terá efetuado o transporte da droga durante grande parte dos percursos, e detidos 11 homens, todos europeus.

Alguns dos 11 detidos, a maioria dos quais de países da Europa de Leste, já têm antecedentes criminais pela prática de diversos crimes relacionados com o tráfico de estupefacientes.

Segundo o diretor da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da Polícia Judiciária, Artur Vaz, a operação, que contou com a participação da Marinha e da Força Aérea Portuguesa, "resultou da troca de informação no quadro do MAOC-N (Maritime Analysis and Operation Centre - Narcotics), uma agência de combate ao tráfico de droga com sede em Lisboa, em que participam diversos países europeus: Portugal, Espanha, França, Reino Unido, Irlanda, Itália e Holanda".

"Foi recolhida informação de que algures no Oceano Atlântico estaria a navegar uma embarcação com uma elevada quantidade de drogas, mais precisamente de cocaína, a bordo, e, na sequência dessa informação e do trabalhar dessa informação, foi possível localizá-la e, posteriormente, intercetá-la, com o apoio da Marinha e da Força Aérea", disse Artur Vaz, em conferência de imprensa que decorreu na Doca dos Pescadores, em Setúbal.

Segundo Artur Vaz, a droga apreendida, em elevado grau de pureza, poderia render cerca de "50 euros a grama" nos países do sul da Europa, mas, "nos países nórdicos, esse valor poderia ascender a cerca de 200 euros a grama".

O tenente-coronel Manuel Costa, da Força Aérea Portuguesa, revelou que o navio suspeito foi detetado há três dias a cerca de 1.400 quilómetros a sudoeste dos Açores e que foram envolvidos vários meios da Força Aérea nas ações de vigilância à distância e que permitiram fazer a recolha de informação sem que os visados se apercebessem de que estavam a ser observados.

De acordo com o porta-voz da Marinha, comandante Fernando Fonseca, a abordagem do navio suspeito foi efetuada às 5:00 da madrugada de quarta-feira a cerca de 300 quilómetros a sudoeste da ilha de São Vivente (Cabo Verde).

Fernando Fonseca referiu ainda que os elementos da marinha que participaram na operação em condições de mar adversas, "foram transportados por duas embarcações semirrígidas, tomaram conta do `Sea Scan 1´ e possibilitaram a entrada dos elementos da Polícia Judiciaria".

"Estiveram envolvidos nesta operação de combate ao tráfico de droga 134 militares da Marinha Portuguesa, o navio-patrulha oceânico Viana do Castelo e a Corveta João Roby, uma equipa do destacamento de ações especiais e o Centro de Operações Marítimas, que faz o aconselhamento da operação durante a execução da missão", disse Fernando Fonseca.

Os 11 detidos deverão ser ainda hoje presentes a um juiz de instrução criminal de Lisboa para aplicação de eventuais medidas de coação.



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