Pena de morte para o ex-presidente de uma empresa pública


 

Lusa/Ao online   Internacional   6 de Dez de 2007, 09:10

Pena de morte suspensa por dois anos, que costuma resultar em prisão perpétua, foi a sentença aplicada ao ex-presidente da empresa pública Autopistas do Nordeste, condenado por corrupção, informou hoje a agência de notícias estatal Nova China.
O tribunal da cidade de Baicheng, na província de Jilin, no nordeste da China, considerou Zhang culpado dos crimes de suborno, desvio de fundos públicos, benefício do interesse privado em nome de familiares e posse ilegal de activos, avaliados em 6,7 milhões de dólares (cerca de 4,5 milhões de euros).

    Zhang, que se declarou inocente, foi preso em Janeiro de 2005 acusado de desviar dinheiros públicos e dois dias após a sua detenção a sua empresa anunciou que faltavam 39,6 milhões de dólares (27,1 milhões de euros) numa conta que possuía numa sucursal do Banco da China na cidade de Harbin (na província de Heilongjiang, no nordeste do país).

    Pouco tempo depois, o director da sucursal, Gao Shan, fugiu para o Canadá, país para onde tinha desviado um total de 130 milhões de dólares (89 milhões de euros) de várias contas de clientes.

    Segundo o veredicto anunciado hoje, Zhang depositou fundos da sua empresa na sucursal depois de aceitar subornos de Li Dongzhe, amigo de infância de Gao, considerado o "cerébro" do caso de desvio de fundos da sucursal e que também fugiu para o Canadá.

    Actualmente a polícia canadiana mantém Gao e Li sob vigilância depois de Pequim ter pedido a Otava a extradição de ambos.

    Os casos de corrupção entre os funcionários e empresários na China converteram-se numa das principais fontes de protesto dos cidadãos chineses.

    O governo já prometeu duras pesadas para os culpados para minimizar este tipo de crimes.

    Em Setembro deste ano, a justiça chinesa executou um responsável do Agricultural Bank of China, uma das quatro maiores instituições bancárias da China, após ter sido considerado culpado de exigir aos fornecedores pagamentos em troca de novos contratos e negócios.

    Em Julho, Zheng Xiaoyu, ex-director da Administração da Supervisão de Alimentos e Medicamentos do Estado (ASAME), um cargo de nível ministerial, foi executado após uma ruína pessoal e profissional durante a qual se tornou no símbolo da corrupção governamental chinesa.

    Foi condenado à morte por crimes de corrupção e negligência.

    A pena de morte na China pode ser atribuída aos crimes que representam "perigos sérios" para a ordem pública e social, como homicídio, violações, roubos e atentados bombistas.

   

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