Pedidos de ajuda de sobre-endividados à DECO aumentou 25% em outubro e atingiu novo máximo

Pedidos de ajuda de sobre-endividados à DECO aumentou 25% em outubro e atingiu novo máximo

 

Lusa / AO online   Economia   13 de Nov de 2012, 15:27

A DECO recebeu nos primeiros dez meses deste ano o maior número de sempre de pedidos de ajuda de sobre-endividados, num total de 4.525, representando um aumento de 25 por cento face ao período homólogo anterior.

 

Este número já ultrapassou os 4.288 pedidos de ajuda de todo o ano passado e os 3.628 pedidos registados entre janeiro e outubro do ano passado.

Mas o problema das famílias sobre-endividadas não é só o crédito à habitação, segundo as estatísticas dos primeiros dez meses deste ano do Gabinete de Apoio ao Sobre-endividado (GAS) da DECO.

“As famílias em regra têm seis créditos e a estatística mostra que muitas vezes o peso do crédito pessoal já ultrapassa o do crédito à habitação”, afirmou à Lusa a coordenadora do GAS, Natália Nunes.

As famílias endividadas acima das suas capacidades e que recorrem ao GAS têm em média seis créditos: um para habitação, dois créditos pessoais, dois cartões de crédito e o restante para aquisição de automóvel.

Quando analisada o tipo de dívida para a qual os consumidores pedem a intervenção da DECO conclui-se que a maior fatia (34,5 por cento) é crédito pessoal, a segunda maior (29 por cento) é de cartões de crédito e apenas a terceira mais importante (18,2 por cento) é relativa a crédito à habitação.

As causas para o sobre-endividamento continuam sem alterações, face aos últimos meses de estatísticas, sendo a maior causa o desemprego (38 por cento) e a segunda (29 por cento) deterioração das condições laborais, nas quais se inclui os cortes salariais, a redução das horas extraordinárias e os atrasos de vencimento.

No bolo das dívidas, o crédito à habitação pesava mais de 76 por cento, o crédito pessoal 12 por cento, o crédito automóvel 11,5 por cento e o cartão de crédito 6,7 por cento.

A taxa de esforço média dos sobre-endividados era de 95,52 por cento em outubro, representando o crédito pessoal 42,81 por cento e o crédito à habitação 40,81 por cento.

Mas os consumidores estão cada vez mais despertos para a importância de pedir ajuda atempadamente: “outubro foi o segundo mês consecutivo em que as famílias estão a pedir ajuda antes de entrar em incumprimento, o que não acontecia até setembro”.


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