Açoriano Oriental
Paulo Pereira quer começar com o pé direito no Mundial de andebol

O selecionador português de andebol, Paulo Pereira, disse, esta segunda-feira, que espera começar com o pé direito o Mundial de 2021, na quinta-feira, com a Islândia, e aponta como um excelente resultado no Egito “terminar entre os oito primeiros”.

Paulo Pereira quer começar com o pé direito no Mundial de andebol

Autor: Lusa/AO Online

Paulo Pereira reconhece que após o sexto lugar no Europeu de 2020, as expectativas “estão elevadas” no regresso a uma fase final de um Mundial, 18 anos depois, em que, integrado no Grupo F, Portugal terá Islândia, Marrocos e Argélia como adversários.

O selecionador reconhece que há um estatuto a defender pela seleção portuguesa e tem plena confiança na ambição do competitivo grupo de trabalho, “composto por guerreiros”, que têm capacidade para se transcender, superar os desafios passo a passo e avançar.

“Não podemos depender de um determinado jogador, ou de um treinador ou de um sistema de jogo. Temos que ter várias hipóteses e colocar em jogo todas as nossas armas sem depender de nenhuma em particular”, explicou o selecionador.

No tira-teimas com a Islândia, depois de na última semana as seleções se terem defrontado por duas vezes no apuramento para o Europeu de 2022, Paulo Pereira espera repetir o triunfo alcançado em Matosinhos (26-24) e evitar os erros que ditaram a derrota em Reiquiavique (32-23).

“Foi um dia mau. Não conseguimos concretizar algumas ações ofensivas. A Islândia foi melhor do que nós. Não ficamos nada contentes com a derrota, porque fomos lá para ganhar. Se calhar, deixámo-nos seduzir pelo bom jogo em casa e pelos primeiros 25 minutos lá”, referiu.

A derrota com a Islândia não compromete o apuramento para o Europeu de 2022, dado que Portugal lidera o Grupo 4, com seis pontos em quatro jogos, e depende de um triunfo para garantir a presença na fase final, a decorrer na Hungria e na Eslováquia.

Apesar de a Islândia ser o principal adversário de Portugal no grupo F do Mundial, o selecionador alerta também para a Argélia, que “é uma seleção forte, com jogadores que jogam em França, com cultura de andebol”, e para Marrocos, equipa caracterizada por apresentar habitualmente “defesas profundas”.

“Temos que jogar bem, para ganhar à Argélia e não sermos surpreendidos. Toda a gente trabalha para progredir e temos que encarar estes jogos com responsabilidade”, referiu Paulo Pereira em conferência de imprensa, realizada em trânsito para o Cairo, a partir do aeroporto de Copenhaga, na Dinamarca.

A nova realidade ditada pela pandemia de covid-19 leva a que o Mundial de 2021 seja disputado sem a presença de público, situação que Paulo Pereira considerou “uma tristeza” necessária, “para que todos possam estar protegidos”.

“Na Islândia fomos testados três vezes em quatro dias. No Egito vamos ser testados dia sim, dia não. Para além do processo, que é algo desagradável, há ainda o ‘stress’ de aguardar para se saber se o resultado é negativo”, disse o selecionador.

Ainda de acordo com o selecionador, que confidenciou, sem pormenorizar, ter havido “um susto” nos dias iniciais na Islândia, “todos os convocados estão negativos, à partida para o Egito, e o técnico espera que “cheguem ao Cairo também negativos”.

“Quem lidar melhor com todas estas situações vai ter condições para render mais”, referiu Paulo Pereira, acrescentando que “a única coisa que pode trazer alguma felicidade é ganhar”.


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