Açoriano Oriental
Parlamento manifesta pesar pela morte da antiga deputada do BE nos Açores Zuraida Soares

A Assembleia da República aprovou esta sexta-feira, por unanimidade, um voto de pesar apresentado pelo BE pela morte da antiga deputada do partido no parlamento dos Açores, destacando a sua luta pela despenalização do aborto.

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Foto: Eduardo Costa/Lusa
Autor: Lusa/AO Online

Zuraida Soares faleceu no passado sábado aos 67 anos.

“Desde cedo se empenhou na intervenção cívica e política. Na Universidade, envolveu-se na luta antifascista, o que lhe criou dissabores com a PIDE. Em Braga, onde viveu parte importante da sua vida, foi fundadora da Associação Arco-Íris - associação a que viria a presidir. Aproxima-se da política partidária e adere à Política XXI, sendo uma das fundadoras do Bloco de Esquerda”, refere o texto dos bloquistas.

Zuraida Soares chega aos Açores em 1995 para lecionar na Universidade da Região Autónoma.

“Em 1998 foi um dos rostos principais, na Região Autónoma dos Açores, da luta pela despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez, no referendo desse mesmo ano. Na altura, foi perseguida, tendo mesmo sido brutalmente agredida, numa noite à porta de sua casa. Tal, no entanto, não a remeteu ao silêncio, nem a impediu de continuar a sua luta”, refere o texto.

A bloquista foi coordenadora do partido entre 2004 e 2014, e membro da Mesa Nacional do Bloco de Esquerda até à X Convenção Nacional, em 2016.

Zuraida Soares foi eleita deputada regional, pela primeira vez, em 19 de outubro de 2008, tendo sido reeleita em 14 de outubro de 2012 e 16 de outubro de 2016.

A antiga deputada regional tinha deixado o parlamento dos Açores em 20 de setembro de 2018, tendo na ocasião sido aplaudida de pé pelas demais bancadas.

Nascida em Lisboa em 26 de julho de 1952, Zuraida Soares era licenciada em Filosofia pela Universidade Católica Portuguesa, tendo-se formado posteriormente em Ciências da Educação.

A bloquista tinha também uma pós-graduação em Filosofia Contemporânea e Filosofia Medieval.

Na despedida do parlamento açoriano, em 2018, afirmou: “Não há nada que dê mais colorido e força à vida do que lutar por uma sociedade mais digna, mais democrática, mais humana, mais tolerante, mais decente e, sobretudo, no fim, por uma sociedade e por uma terra sem amos”.



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