Paquistão contra estado de emergência

Paquistão contra estado de emergência

 

Lusa / AO online   Internacional   5 de Nov de 2007, 09:32

Duzentas pessoas foram detidas e cerca de 40 ficaram feridas em manifestações de advogados realizadas hoje em várias cidades do Paquistão num protesto contra a declaração do estado de emergência decretado pelo Presidente Pervez Musharraf.
A última manifestação decorreu na cidade de Lahore, leste do país, onde cerca de 2.000 advogados e activistas da oposição tentaram entrar no edifício do Supremo Tribunal, tendo sido reprimidos pelas forças de segurança.
A polícia recorreu a gás lacrimogéneo e bastões que deixaram inconscientes dezenas de pessoas, e feriram 23, tendo 63 sido detidas.
Durante a manifestação, os advogados agrediram o líder regional da formação de Benazir Bhutto, Partido Popular do Paquistão (PPP), e acusaram-no de ter tomado o partido do Presidente do país, Pervez Musharraf, que instituiu sábado o estado de emergência.
Anteriormente, a polícia tinha carregado contra os manifestantes das cidades de Carachi, no sul, onde 17 pessoas ficaram feridas, e de Rawalpindi, com um total de 147 detidos.
Neste dia de manifestações, o novo chefe do Supremo Tribunal, Abul Hameed Dogar, decidiu não se apresentar no tribunal, alegando que tinha que "deixar morrer" as emoções dos advogados antes de retomar a actividade.
Dogar é um de dos quatro juízes do Supremo que renovou o seu juramento de lealdade para com Pervez Musharraf depois de este decapitar a cúpula do Supremo com a declaração do estado de excepção.
A maioria dos juízes do Supremo encontram-se "sob custódia" em casa, testemunhou hoje o magistrado Rana Bhagwandas, que em declarações à imprensa afirmou que as forças de segurança o impediram, pela força, de se dirigir ao tribunal.
O Supremo suspendeu as suas actividades até à próxima quinta-feira, pela primeira vez desde a independência do Paquistão devido aos protestos dos advogados, perante a declaração do estado de excepção segundo uma fonte judicial.
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