Papa lamenta o drama dos migrantes e dos refugiados

Papa lamenta o drama dos migrantes e dos refugiados

 

Lusa / AO online   Internacional   29 de Dez de 2013, 11:57

O papa lamentou hoje, durante a oração do 'Angelus', em Roma, "o drama dos migrantes e dos refugiados", forçados ao exílio como a Sagrada Família em fuga para o Egito, celebração que os católicos assinalam hoje.

 

Citando o Evangelho, Francisco lembrou à multidão na Praça de São Pedro que "José, Maria e Jesus experimentaram a situação dramática dos refugiados, uma impressão de medo, de incerteza e de privações".

"Infelizmente, hoje, milhões de famílias podem rever-se nesta triste realidade", disse o papa, lamentando que estes refugiados não tenham "sempre direito a uma casa, respeito e reconhecimento dos seus valores", a que têm direito.

Jesus queria pertencer a uma família humana, que venceu essas dificuldades, acrescentou.

Antes de propor à multidão que ouvisse a sua oração dedicada à Sagrada Família, que é celebrada tradicionalmente no último domingo de dezembro - o primeiro depois do Natal -, o papa encorajou "as famílias a perceberem a sua importância na Igreja e na sociedade".

Neste texto, escrito pelo próprio papa, Francisco desejou que o próximo Sínodo dos Bispos, que se realizará em outubro de 2014, "possa despertar em todos a consciência do caráter sagrado e inviolável da família".

No início de novembro, a Igreja Católica lançou uma consulta sem precedentes sobre as alterações conhecidas pelas famílias, como a união de facto, o casamento ‘gay’, a monoparentalidade e a poligamia, por exemplo.

Num documento preparatório, a Igreja recordou a doutrina católica, enraizada na Bíblia, sobre o casamento, a união indissolúvel de um homem e de uma mulher tendo como projeto a procriação.

"Muitas vezes eu acho que, para saber como está uma família, é suficiente ver como trata as crianças e os idosos", acrescentou Francisco.

O ‘Angelus’ foi transmitido ao vivo para missas celebradas em várias cidades do mundo, como Nazaré, Madrid, Barcelona e Loreto.

Desviando-se do seu texto oficial, Francisco também lembrou as "três palavras" que ajudam as famílias a viver na "alegria e na paz" - "por favor, obrigado e perdão" -, palavras que fez repetir à multidão.


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