Papa apela aos católicos para fazerem "uma peregrinação aos desertos do mundo"

Papa apela aos católicos para fazerem "uma peregrinação aos desertos do mundo"

 

Lusa/AO online   Internacional   11 de Out de 2012, 11:56

O papa apelou aos católicos para fazerem, como os primeiros apóstolos, "uma peregrinação aos desertos do mundo" para "anunciar o Evangelho e a fé", dos quais os documentos do Vaticano II "são a expressão luminosa".

Perante centenas de bispos de todo o mundo reunidos na praça de São Pedro, o papa, que inaugurou o Ano da Fé, afirmou que, para esta peregrinação, a simplicidade, o fervor e humildade dos inícios da Igreja devem ser encontrados.

“Só precisamos de levar o essencial: nem cajado, nem saco, nem pão, nem dinheiro, nem ter duas túnicas, como diz o Senhor aos seus Apóstolos enviando-os em missão, mas o Evangelho e a fé da Igreja dos quais os documentos do Concílio ecuménico Vaticano II são a expressão luminosa”, disse.

“Eu considero que a coisa mais importante, sobretudo para um aniversário tão significativo como este (o 50.º aniversário do Vaticano II), é reviver em toda a Igreja esta tensão positiva, este desejo de anunciar de novo o Cristo ao homem contemporâneo”, insistiu o papa durante a missa solene na praça de São Pedro.

Mas “para que esta relação interior para a nova evangelização não permaneça apenas virtual ou não fique confusa, é necessário que se apoie num fundamento concreto e preciso, e este fundamento é constituído pelos documentos do concílio Vaticano II nos quais encontra a sua expressão”, afirmou o papa.

Um sínodo reunindo 261 bispos debate desde domingo a “nova evangelização”, tendo como pano de fundo igrejas meio vazias, “analfabetismo religioso” e escândalos.

"Insisti em diversas ocasiões”, disse o papa, “sobre a necessidade de voltar, por assim dizer, à ‘carta’ do concílio, ou seja, aos seus textos, para descobrir também o espírito autêntico”.

“Repeti que a verdadeira herança do Concílio reside” nos documentos, adiantou.

“A referência aos documentos protege dos excessos ou de uma nostalgia anacrónica e ou de corridas excessivas”, referiu ainda Bento XVI, criticando os tradicionalistas e determinados progressistas.

O papa sublinhou que o Ano da Fé, que hoje começou e que se prolongará até novembro de 2013, está vinculado “coerentemente” com todo o caminho da Igreja nos últimos 50 anos.


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