PAN vai abrir congressos aos jornalistas


 

AO Online/ Lusa   Nacional   31 de Ago de 2019, 11:36

O porta-voz do PAN atribui a “alguma ingenuidade” do partido na relação com a comunicação social a decisão de realizar os trabalhos do último congresso do partido à porta fechada e garante que passarão a ser abertos.

Em entrevista à Lusa no âmbito das eleições legislativas de 06 de outubro, André Silva referiu-se ao último congresso do partido, que aconteceu no final de março, e no qual os trabalhos decorreram à porta fechada e a comunicação social foi convocada apenas para o encerramento.

O porta-voz do PAN começou por lembrar que em 2017, quando o partido já tinha representação na Assembleia da República, os jornalistas foram convidados “a estar presente mas nenhum órgão de comunicação social compareceu”.

“Quando convidámos para estar presente, não aparecem, quando convidamos para aparecer no final, acusam-nos de ser um partido fechado”, apontou, salientou que “não há, nem nunca houve, rigorosamente nada a esconder”.

Por isso, “a partir de agora todos os congressos serão à porta aberta, com a presença da comunicação social”, anunciou o porta-voz.

“Trata-se também de uma relação com a comunicação social que durante estes anos aprendemos a fazer”, afirmou o também cabeça de lista pelo círculo de Lisboa, admitindo “alguma ingenuidade” e uma aprendizagem que ainda decorre.

“Há toda uma aprendizagem em vários níveis, nomeadamente no relacionamento com a comunicação social”, acrescentou, notando que os fundadores do partido vieram “da sociedade civil” e não tinham “experiência político-partidária”.

Sobre aqueles que acusam o partido de se focar apenas nas questões ambientais e do bem-estar animal, deixando as pessoas para segundo plano, André Silva recusou as acusações e salientou que é uma “crítica injusta, infundada e algumas vezes propositadamente deturpada”.

O PAN foi “muito mais além do que o campo ambiental e o campo da proteção dos animais” na última legislatura e, com apenas um deputado, o saldo do trabalho desenvolvido e da abrangência das medidas propostas “é extremamente positivo”.

Em entrevista à Lusa, o porta-voz do partido Pessoas-Animais-Natureza salientou também que a eventual ligação da dirigente e cabeça de lista por Setúbal, Cristina Rodrigues, ao grupo Intervenção e Resgate (IRA) “nunca foi investigada”.

No final do ano passado uma reportagem da TVI dava conta de que Cristina Rodrigues, membro da Comissão Política Nacional, estaria ligada ao IRA, mas o partido rejeitou ter “qualquer ligação ou relação com esta entidade que seja diferente de todas as outras”.

“Aquilo que foi veiculado nessa altura não corresponde à verdade”, reforçou o porta-voz, vincando que “não há qualquer envolvimento com nenhuma associação que opere de forma ilegal” e “não houve nenhuma investigação de nenhum órgão de polícia criminal à Cristina Rodrigues”.

Ainda assim, este episódio “teve consequências reputacionais para o PAN”, admitiu.

No que toca ao seu futuro à frente do PAN, André Silva considerou natural que, “tendo assumido iniciar este projeto, que o tenha que acompanhar e queira estar envolvido durante mais algum tempo”.

“Seria imprudente que o fizesse de outra forma”, apontou, descartando um limite temporal para passar a pasta a outro.



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