Prémio

Ostrom e Williamson vencem Nobel da Economia


 

Lusa/AO online   Economia   12 de Out de 2009, 11:54

 O prémio Nobel da Economia foi atribuído aos norte-americanos Elinor Ostrom e a Oliver Williamson, divulgou esta segunda-feira a Academia de Ciências Sueca.

  Nobel da Economia foi hoje para Oliver Williamson e Elinor Ostrom, graças à investigação sobre sistemas de governação das empresas e sobre a gestão de recursos naturais, temas que a crise e o aquecimento global trouxeram para a ribalta.

A Academia das Ciências sueca atribui o Nobel a Elinor Ostrom, a primeira mulher a receber o prémio, "graças à análise da governação económica" relacionada sobretudo com a gestão de bens de propriedade comunitária ou geridos por comunidades, nomeadamente recursos naturais.

"Se quisermos pôr um ponto final na degradação do nosso meio ambiente e evitar a repetição dos muito colapsos que as reservas de recursos naturais sofreram no passado, deveríamos aprender com os sucessos e os falhanços dos regimes de propriedade comunitária", considerou o júri do Prémio Nobel da Economia, referindo-se ao trabalho de Ostrom, professora na universidade de Indiana, Estados Unidos, nascida em 1933.

Elinor Ostrom partilha o prémio de 10 milhões de coroas suecas (cerca de 980 mil euros) com Oliver Williamson, também escolhido pela investigação na área da governança, mas neste caso pelo papel das estruturas empresariais.

A análise de Williamson tenta determinar, por exemplo, os limites das estruturas empresariais e explicar as actividades económicas que decorrem no seio das empresas, numa investigação que tenta ainda perceber as razões da integração vertical nos mercados ou os fundamentos económicos que acabam por fazer as pessoas trabalhar em empresas, em vez de individualmente.

"Segundo a teoria de Williamson, as grandes empresas privadas existem sobretudo porque elas são eficientes. Quando as empresas deixam de conseguir apresentar ganhos de eficiência, a sua própria existência é posta em causa", considerou o júri do Prémio Nobel.

Quer os trabalhos de Elinor Ostrom quer os de Oliver Williamson, professor na Universidade da Califórnia, Berkeley, põem em causa as ideias convencionais na altura em que os académicos começaram a desenvolver as suas investigações.

Ostrom analisou, entre outras, as reservas de peixe, pastos, reservas florestais e bacias de água subterrâneas geridas de forma comunitária e concluiu que esta gestão é "normalmente melhor do que as teorias ortodoxas prevêem".

A professora americana questionou assim, segundo o júri, as noções de que a propriedade comunitária é pior gerida e deve ser por isso privatizada ou regulada pelas autoridades.

Oliver Williamson, de 77 anos, é um dos fundadores do campo da economia organizacional, que estuda as formas como nascem e se desenvolvem as instituições e qual o impacto que estas instituições têm no crescimento económico.

Williamson defende que as organizações hierárquicas, como as empresas, representam formas alternativas de governação social, diferentes na forma como resolvem conflitos de interesses.

"Uma previsão fundamental da teoria de Williamson, que foi provada empiricamente, é que os agentes económicos têm tendência para conduzir cada vez mais transacções dentro das empresas à medida que aumentam as características das relações entre os seus activos", refere o comité.

 

 

 


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.