OMS considera que epidemia de cólera parece estar estabilizada


 

Lusa/AO Online   Internacional   19 de Dez de 2008, 16:12

 A epidemia de cólera no Zimbabué parece estar a estabilizar-se, indicou hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS), que considerou que o “pico” da epidemia poderia ter ocorrido em finais de Novembro.
  O coordenador da OMS para o Controlo de Doenças em Emergências, Dominique Legros, defendeu que o número de casos foi aproximadamente o mesmo de Dezembro.

    No entanto, Legros advertiu que a estação das chuvas, que oferece as condições ideais para a propagação de epidemias deste tipo, já começou no Zimbabué.

    “O que vimos até agora, com os dados que temos e todas as limitações do caso, é que em geral a incidência parece ser mais ou menos estável, com um pico em finais de Novembro e desde então provavelmente alguma estabilidade”, afirmou Legros.

    Segundo Legros há indícios de uma certa melhoria da situação em zonas periféricas de Harare, apesar de noutras se ter observado um certo agravamento.

    A OMS combinou com as autoridades do Zimbabué colaborar com um sistema de registo diário de casos, que permitirá acompanhar melhor a evolução da situação.

    A organização recolherá directamente os dados nas áreas periféricas, de modo a ter informação actualizada sobre a epidemia e sobre eventuais novos focos.

    Legros sustentou que até agora o sistema de vigilância e alerta sanitário funcionou “demasiado devagar”.

    “A situação sanitária nos centros hospitalares é muito preocupante, Vi hospitais que estavam basicamente vazios, espécies de hospitais fantasmas, sem material nem pessoal”, referiu.

    Segundo os dados mais recentes da ONU, esta epidemia de cólera provocou 1.111 mortos e 20.581 casos.

    O Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICR) informou hoje que começou a isolar os doentes para tentar deter a propagação da epidemia.

    “Com isto pretendemos deter o ciclo de transmissão da bactéria da cólera”, explicou a porta-voz do CICR, Anna Schaaf. 

   

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