Metro do Porto

Oliveira Marques não tenciona continuar como presidente executivo da empresa


 

Lusa/Ao online   Nacional   7 de Dez de 2007, 06:41

O presidente da Comissão Executiva da Administração do Metro do Porto, Oliveira Marques, anunciou hoje que não tenciona continuar no cargo no próximo mandato.
Numa entrevista ao Público, Oliveira Marques disse que, para a segunda fase de construção da rede do Metro do Porto, vai propor ao Governo a construção de uma linha circular subterrânea, à semelhança da Linha 14 do Metro de Paris, que ligará todas as cinco actualmente em operação, que têm um desenho radial.

    A proposta prevê que esta linha, com um perímetro de cerca de nove quilómetros, seja equipada com veículos totalmente automáticos, sem condutor, em funcionamento ininterrupto.

    A linha circular teria pontos de união com as já existentes na Casa da Música, S. Bento, Campanhã e Pólo Universitário, servindo várias zonas muito populosas que estão fora da rede do Metro, como sejam Fernão de Magalhães, Costa Cabral, Campo Alegre, Palácio de Cristal, Leões e Clérigos.

    Na segunda fase do Metro do Porto está já prevista a construção de três linhas, a de Gondomar, a ligação entre a Boavista e Matosinhos/Sul e a segunda linha de Gaia, que ligará Oliveira do Douro, Arrábida e o Campo Alegre.

    Oliveira Marques, que é presidente executivo do Metro do Porto desde 1999, termina no final do ano mais um mandato como presidente executivo da empresa, devendo permanecer, porém, até à apresentação das contas do exercício de 2007, no final do primeiro trimestre de 2008.

    Até lá, provavelmente em Fevereiro, deverá realizar-se a eleição de novo Conselho de Administração.

    Licenciado em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEUP), Oliveira Marques doutorou-se em Finanças Empresariais, pela Universidade de Strathclyde (Glasgow, Escócia), sendo professor da FEUP.

    É também presidente dos TIP - Transportes Intermodais do Porto, agrupamento complementar de empresas que gere o sistema de bilhética Andante, comum ao Metro do Porto, STCP, comboios suburbanos da CP/Porto e às várias empresas de transporte rodoviário do Grande Porto aderentes.

    A sua larga carreira como gestor inclui a passagem pelas administrações de dezenas de empresas, nomeadamente a Salvador Caetano, Banco Borges & Irmão, S.A., Hidroeléctrica de Cahora-Bassa, S.A., Aliança Seguradora, CISF, Clipóvoa, Pórtis, Soserfin, Ocidental Holding, COFIPSA, Incofina, Águas do Douro e Paiva, e Sopete, Efacec e STCP, entre outras.

    É considerado como “o homem que pôs o Metro do Porto nos carris”, já que a sua gestão abrangeu todo o período da construção da rede do Sistema de Metro Ligeiro da Área Metropolitana do Porto, hoje com cinco linhas, cerca de 60 quilómetros de extensão e 69 estações em funcionamento.

    O Metro do Porto comemora hoje o quinto aniversário sobre a sua inauguração oficial em 2002, quando abriu o primeiro troço da Linha Azul, entre as estações da Trindade e do Senhor de Matosinhos.

    Os alargamentos sucederam-se rapidamente até à conclusão da primeira fase, com a inauguração da Linha Violeta, em Maio de 2006.

    Os dados de operação relativos a estes primeiros cinco anos registam uma média de 190 mil clientes/dia útil, equivalente a cinco milhões de passageiros por mês.

    Desde a entrada em serviço comercial, em Janeiro de 2003 até ao final de Novembro deste ano, a rede contabilizou já mais de 116 milhões de validações, tendo as suas composições percorrido mais de 19 milhões de quilómetros, ao longo de mais de 33 mil horas de serviço.

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