Obra de Stockhausen em estreia nacional no concerto de abertura do Festival Música Viva nos Jerónimos


 

Lusa / AO online   Nacional   24 de Ago de 2008, 12:09

A Orquestra Metropolitana de Lisboa vai apresentar a 19 de Setembro, em estreia nacional, a obra Mixtur 2003, na abertura do Festival Música Viva, numa homenagem ao compositor Karlheinz Stockhausen, recentemente falecido.
    Neste concerto, que decorrerá na Igreja do Mosteiro dos Jerónimos, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, que colabora pela primeira vez com o Festival Música Viva, interpreta uma outra obra de Stockhausen - Gesang der Jünglinge.

    O festival vai decorrer de 19 a 27 de Setembro com um programa que inclui 124 obras, 15 das quais encomendadas pela Miso Music Portugal - Centro de Criação e Produção Musical, que organiza o evento em colaboração com o Centro Cultural de Belém e com a Fundação Gulbenkian.

    "Este é um festival de música nova ligada à criação contemporânea", disse à Lusa Miguel Azguime, da organização do festival, sublinhando que se privilegia a música portuguesa (42 compositores são portugueses) e a relação entre a música e a tecnologia.

    A 14.ª edição do Festival Música Viva inclui um total de 24 acções, a maioria das quais concertos, uns acústicos, outros com obras exclusivamente electrónicas, havendo também instalações sonoras e acções para crianças.

    "Sound Walk" é uma instalação sonora que resulta de um convite dirigido a compositores de música electroacústica e que vai acompanhar os visitantes que percorrem o caminho pedonal do Centro Cultural de Belém (CCB), ao longo de todo o festival.

    No CCB, onde decorre a maior parte dos eventos deste festival, serão apresentadas obras transdicisplinares, instalações que apresentam inovações tecnológicas, "pianos que tocam sozinhos", na descrição de Miguel Azguime.

    Para crianças dos 4 aos 10 anos, o festival concebeu o projecto "Contos Contados... Cantados com Som", que pretende estimular a imaginação através do som, com histórias acompanhadas por música.

    Depois do "concerto emblemático" de abertura, Azguime destacou igualmente o concerto de encerramento, em que o Smith Quartet interpretará um programa "quase exclusivamente português" com seis obras (de Pedro Rebelo, Carlos Caires, João Pedro Oliveira, Pedro Amaral, Miguel Azguime e Steve Reich) que relacionam o quarteto de cordas tradicional com os meios electrónicos.

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