Obama apresenta oficialmente Biden como "um líder pronto para ser presidente"

Obama apresenta oficialmente Biden como "um líder pronto para ser presidente"

 

Lusa / Açoriano Oriental   Internacional   23 de Ago de 2008, 20:48

O candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, apresentou hoje oficialmente o seu vice-presidente, Joseph Biden, apresentando-o num comício em Springfield, Illinois, como "um líder pronto para avançar e ser presidente".
    "Durante décadas, ele mudou Washington, mas Washington nunca conseguiu mudá-lo", declarou Obama depois de elogiar o "percurso notável" de Joe Biden perante uma multidão compacta de milhares de apoiantes no Old state Capitol, em Springfield, o mesmo local onde Barack Obama anunciou a sua candidatura à presidência, em Outubro de 2007.

    "Joe Biden é o que muitos outros gostavam de ser - um estadista com um bom sentido crítico que não tem de se esconder atrás da política espectáculo para manter a América forte", disse Barack Obama.

    Obama acompanhou então a entrada no palco de Joe Biden, que afirmou: "Estou satisfeito por estar aqui".

    O nome de Joseph Biden, um influente senador especialista em questões internacionais, foi anunciado hoje pela campanha de Obama, mas os 'media' anteciparam-se em várias horas ao anúncio por mensagens escritas (sms) e de correio electrónico horas antes do anúncio oficial.

    Joseph Biden, de 65 anos, é presidente da comissão de Negócios Estrangeiros do Senado e figura central da política norte-americana, exercendo as funções de senador desde 1973.

    É considerado o maior especialista do Senado em política externa, pelo que a sua escolha permite ao candidato presidencial contrariar as críticas à sua inexperiência e falta de conhecimentos para liderar a política externa norte-americana.

    Biden é ainda especialista em assuntos de defesa e é considerado um dos mais poderosos senadores norte-americanos, presidindo, por exemplo, à comissão que nomeia os juízes para o Tribunal Supremo.

    Enquanto presidente da comissão dos Negócios Estrangeiros acompanhou de perto os mais recentes conflitos - Iraque, Sudão e Geórgia.

    Apesar de ter votado a favor da intervenção norte-americana no Iraque, há muito que se tornou uma das principais vozes criticas sobre a forma como o presidente Bush tem conduzido o conflito.


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