Número de desempregados volta a subir nos centros de emprego


 

Lusa/AO On line   Nacional   28 de Out de 2009, 05:38

O número de desempregados estrangeiros inscritos nos centros de emprego em Portugal aumentou 65 por cento até Agosto, face a igual período de 2008, totalizando 31.525 pessoas, de acordo com os dados fornecidos à Lusa pelo IEFP
.

Assim, até Agosto inscreveram-se mais 12.425 estrangeiros do que há um ano atrás, segundo o Instituto de Emprego e Formação Profissional.

Do total de estrangeiros inscritos, de acordo com as contas feitas pela Lusa, 34,1 por cento não recebem qualquer apoio da Segurança Social.

O número de desempregados estrangeiros que não cumprem as regras para a atribuição do subsídio (nomeadamente o prazo de garantia necessário para aceder às prestações), ainda assim, caiu ligeiramente face a Agosto de 2008, quando a percentagem era de 35,3 por cento.

De acordo com os dados da Segurança Social, até Agosto havia 20.777 de beneficiários de nacionalidade estrangeira com prestações de desemprego, um valor que compara com os 12.370 beneficiários existentes há um ano atrás.

Este universo de desempregados representava, em Agosto, 6,3 por cento do total de inscritos no IEFP (501.663 indivíduos), uma ligeira subida face aos 4,9 por cento observados em Agosto de 2008, quando existiam, no total, 389.974 desempregados inscritos.

Segundo os dados do instituto, a maior parte dos desempregados inscritos localizam-se na região de Lisboa e Vale do Tejo (19.791), seguido do Norte (4.472), Algarve (3.319), Centro (2.903) e Alentejo (1.040).

O Brasil é o país de origem com mais peso neste tipo de desempregados - representando 28,2 por cento do total de estrangeiros inscritos (8.879 pessoas) - com o número de brasileiros a disparar 72 por cento até Agosto, face ao valor observado há um ano atrás.

Por continente, 11.316 inscritos são africanos, 9.932 pessoas são europeus, enquanto 9.237 são americanos (sendo que, destes, 96 por cento são do Brasil) e 1.040 vêm de outros países.

Dentro da Europa, 36 por cento dos desempregados inscritos nos centros de emprego têm origem em países da União Europeia e 63 por cento em países da Europa de Leste.


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