Novos casos de Ébola confirmados na República Democrática do Congo


 

Lusa / AO online   Internacional   25 de Set de 2007, 16:42

Mais oito casos de febre viral hemorrágica de Ébola foram confirmados na RDCongo, elevando para 17 o número de pessoas que contraíram a doença mortal, anunciou hoje, em Genebra, a Organização Mundial de Saúde (OMS).
"Recebemos os resultados de 42 novas amostras retiradas de casos suspeitos, de Cassai Ocidental. Dessas 42 amostras, oito casos de Ébola foram confirmados pelo centro norte-americano para o controlo de doenças (Center for Disease Control and Prevention) de Atlanta, adiantou Cristiana Salvi, porta-voz da imprensa da OMS, na RDCongo.

"Somados a nove casos já confirmados, perfazem um total de 17 casos de Ébola", disse.

Este número de casos desta doença na RDCongo é o primeiro grande surto de Ébola nos últimos anos.

Cerca de 400 pessoas ficaram doentes na região de Cassai Ocidental, nos últimos cinco meses, e pelo menos 170 morreram - apesar de ter sido confirmada a doença de Ébola em apenas seis, disse em Genebra, a porta-voz da OMS, Fadela Chaib.

Testes laboratoriais efectuados em algumas pessoas que ficaram doentes deram negativo para o Ébola, mas positivo para outras doenças como a shigella - uma doença do tipo diarreica - ou tifóide.

Dois laboratórios móveis fornecidos pelo CDC e pela agência de saúde pública do Canadá (National Public Health Agency) vão acelerar os processos de forma a separar as pessoas atingidas pelo Ébola das outras infectadas com patologias menos letais, disse Chaib.

O Ébola geralmente mata 90 por cento das pessoas infectadas, devido a perda maciça de sangue, e não tem tratamento ou cura conhecidos.

A doença atingiu o país pela primeira vez em 1976, numa localidade da província do Equador (noroeste). Das 318 pessoas infectadas, 200 morreram, segundo números da OMS.

Uma segunda epidemia, que se declarou em 1995 no Bandundu (sudoeste) atingiu 315 pessoas, 250 das quais morreram.

Esta epidemia na província do Cassai levou já as autoridades angolanas a decretarem o estado de "alerta máximo", sobretudo nas zonas fronteiriças com a RDCongo.

O ministro da Saúde angolano, Ruben Anastácio Sicato, indicou a 13 de Setembro que Angola não registou ainda qualquer caso de Ébola, mas foi declarada a situação de alerta em localidades fronteiriças nas províncias de Malange, Lunda-Norte e Lunda-Sul.
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