Negociações para acordo de comércio livre iniciam

Negociações para acordo de comércio livre iniciam

 

Lusa / AO online   Internacional   22 de Nov de 2007, 10:48

Os líderes da ASEAN e da União Europeia acordaram, em Singapura, acelerar as negociações para um acordo de comércio livre e sublinharam que as relações entre os dois blocos não devem ficar reféns das divergências sobre a Birmânia (Myanmar).
Os dois lados acordaram no início deste ano começar conversações para a criação de uma zona de comércio livre que junte os 37 países da ASEAN e da União Europeia, que no seu conjunto possuem uma população de cerca de mil milhões de pessoas, mas não é conhecida nenhuma data para o início formal das negociações.

Numa cimeira que assinalou os 30 anos de relações diplomáticas entre os dois blocos, os dez membros da ASEAN e os 27 membros da União Europeia, liderada pelo primeiro-ministro português José Sócrates, adoptaram um plano de acção que visa alargar e aprofundar as suas relações.

Os dois blocos regionais sublinharam num comunicado conjunto a necessidade de "aprofundar as relações económicas através da negociação rápida do acordo de livre comércio".

O comércio entre a ASEAN e a União Europeia totalizou em 2005 137 mil milhões de dólares.

 Segundo dados divulgados esta semana pelo gabinete de estatística comunitária (Eurostat), a UE reduziu o seu défice comercial com os países da ASEAN de 34 mil milhões para 29 mil milhões de euros entre os anos 2000 e 2006.

Nesse mesmo período, as exportações de bens da UE para os membros da ASEAN aumentaram de 42 mil milhões para 49 mil milhões de euros (mais 15 por cento), enquanto que as importações passaram dos 75 mil milhões para os 79 mil milhões de euros (mais 6 por cento).

No âmbito político, a UE saudou a iniciativa da ASEAN de fazer conformar a adesão à organização aos princípios democráticos e de respeito pelos direitos humanos, embora tenha criticado a atitude dos países asiáticos com a Junta Militar da Birmânia.

A UE reiterou a diferença da sua postura relativamente à Birmânia face à ASEAN, apesar dos dois grupos terem apelado ao regime birmanês para iniciar uma reforma democrática.

Benita Ferrero-Waldner, comissária das Relações Externas da UE, reafirmou a posição de Bruxelas depois do presidente de turno da ASEAN e Primeiro-Ministro de Singapura, Lee Hsien Loong, ter dito que as sanções impostas pela UE à Birmânia "apenas prejudicam a situação das pessoas pobres" deste país.

Também mediante o documento pediram à Junta Militar que ponha em liberdade todos os presos políticos.

As Nações Unidas e a Amnistia Internacional (AI) estimam que mais de 1.100 birmaneses foram presos por motivos políticos, desde que as forças de segurança esmagaram as manifestações a favor da democracia no passado mês de Setembro.

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