Crise no Médio Oriente

Mundo árabe critica Israel


 

Lusa/AOonline   Internacional   28 de Dez de 2008, 14:14

Milhares de manifestantes saíram hoje à rua em várias cidades do mundo árabe em protesto pela ofensiva israelita contra posições do Hamas na Faixa de Gaza, que causou mais de 280 mortos em 24 horas.
  No Líbano, cerca de mil pessoas juntaram-se em frente ao escritório das Nações Unidas na baixa de Beirute, empunhando bandeiras do Líbano e da Palestina e gritando "morte a Israel".

    Dezenas de tropas libanesas guardavam as instalações da organização, mas não se registou qualquer tipo de violência.

    Na vizinha capital da Síria, mais de 5 mil pessoas marcharam em direcção à praça central Youssef al-Azmeh, onde queimaram bandeiras israelitas e americanas.

    Os manifestantes empunhavam faixas onde se lia "A agressão contra Gaza é uma agressão contra toda a nação árabe" e "Abaixo a América, a mãe do terrorismo".

    Na Jordânia, um grupo de 30 legisladores preparam uma petição para pressionar o Governo a expulsar o embaixador de Israel, enquanto cerca de 5 mil advogados marcharam em defesa do encerramento da embaixada israelita

    A embaixada dos Estados Unidos no país aconselhou os cidadãos americanos a evitarem os locais das manifestações.

    No Irão, várias centenas de estudantes e legisladores organizaram protestos separados numa praça de Teerão e em frente ao edifício das Nações Unidas na capital iraniana.

    O Crescente Vermelho do Irão está a preparar o envio de um barco com medicamentos, comida e roupas para Gaza.

    No Dubai, centenas de manifestantes, alguns envoltos em bandeiras palestinianas, juntaram-se no consulado da Palestina e a polícia teve que evitar várias tentativas dos manifestantes para alargar o protesto do perímetro do consulado para as ruas circundantes.

    No Iraque, um bombista suicida numa bicicleta fez-se explodir no meio de uma multidão de 1.300 manifestantes em Mosul, tendo provocado a morte a um e ferido outros 16, segundo a polícia iraquiana. O ataque não foi reivindicado.

    Em Bagdad, 100 pessoas protestaram contra os ataques nas ruas do maior bairro palestiniano.

    No Cairo, Egipto, milhares de estudantes universitários manifestaram-se contra a ofensiva israelita em Gaza, em protestos organizados pelas universidades do Cairo, Ain Shams e Al Azhar.

    Os manifestantes, entre os quais se contavam elementos da oposição ilegalizada "Irmãos Muçulmanos", condenaram o "silêncio árabe" perante aos ataques.

    Turquia e Iémen foram outros países que acolheram manifestações de protesto contra a operação israelita em Gaza.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.