Mulher de professor esfaqueado em Abrantes detida por suspeita de homicídio


 

Lusa/Ao online   Nacional   18 de Ago de 2018, 09:05

A mulher do professor de 51 anos esfaqueado mortalmente na noite de quinta-feira em Abrantes foi detida pela Polícia Judiciária (PJ), sendo considerada suspeita de homicídio qualificado, foi anunciado esta sexta feira à tarde.

Em comunicado, a PJ de Leiria refere ter detido, fora de flagrante delito, uma mulher, professora, "fortemente indiciada da prática de um crime de homicídio qualificado, na forma consumada, sendo vítima o marido, com 51 anos de idade", com residência comum em Abrantes, no distrito de Santarém.

Os factos ocorreram na noite de quinta-feira, na residência do casal, na localidade de Chaínça, "tendo a suspeita usado uma faca de cozinha e um martelo, com que desferiu múltiplos e dispersos golpes em zonas vitais, causadores da morte da vítima", pode ler-se no comunicado.

A detida, de 43 anos de idade, vai ser presente às autoridades judiciárias competentes para primeiro interrogatório e aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.

Esta manhã, em declarações à Lusa, o comandante dos bombeiros de Abrantes, António Manuel, disse que a vítima, um professor, foi encontrada com "golpes de arma branca e ainda recebeu ajuda, tendo acabado por morrer no local", apesar das tentativas de manobra de reanimação.

O alerta foi dado via 112 às 21:50 de quinta-feira, adiantou o comandante dos bombeiros, referindo ainda que "o óbito foi declarado no local" e o cadáver transportado para a morgue do hospital de Abrantes.

Contactado pela Lusa, o comandante da PSP de Abrantes disse, por sua vez, que a vítima foi "agredida com arma branca na sua residência, onde vivia com a companheira", não tendo as equipas de investigação criminal presentes no local detetado sinais de intrusão ou assalto.

"Aparentemente, o homicídio não se verificou num quadro de assalto, furto ou roubo", disse esta manhã Daniel Marques, que deu ainda conta de que "a companheira da vítima foi entregue à Polícia Judiciária para interrogatório".

A vítima era professor de Matemática numa escola secundária da cidade e tinha dois filhos menores.




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