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MPT quer criar gabinete de transparência e combate à corrupção

O cabeça de lista por São Miguel e pelo círculo de compensação do Partido da Terra (MPT) revelou hoje que pretende criar um gabinete de transparência e combate à corrupção, para acabar com o “nepotismo” existente nos Açores.

MPT quer criar gabinete de transparência e combate à corrupção

Autor: AO Online/ Lusa

“A primeira iniciativa que faríamos se fossemos eleitos era criar um gabinete de transparência e combate à corrupção. Os elementos da lista não são açorianos, são do continente, mas será uma vantagem porque somos blindados ao tráfico de influências e aos grupos de interesse”, apontou Pedro Pimenta, em declarações à Lusa.

Naquele que foi o oitavo dia de campanha eleitoral, o candidato mencionou que o partido pretende combater o “nepotismo que tem existido nas últimas décadas nos Açores”, acreditando que o Partido Socialista (PS) não vai conseguir manter a maioria absoluta dos últimos 24 anos.

“Muito sinceramente, acredito com 95% de certeza que o PS não vai ter maioria absoluta, porque os açorianos já viram a forma como o PS trabalha, já viram a estagnação em que os Açores estão, já viram as dificuldades que estão a passar em várias áreas”, frisou.

Segundo Pedro Pimenta, há um “marasmo completo” no ensino, na resposta hospitalar, no apoio aos jovens e até nos próprios aeroportos regionais das pequenas ilhas que deviam ser “potenciados e requalificados, mas não são”.

Por este motivo, o MPT defende outras medidas como a criação de um provedor do idoso, para que haja uma maior atenção às pessoas que “têm dificuldade em terem uma condignidade de vida por falta de capacidade financeira ou acompanhamento”.

Além disso, pretende mais apoio para os jovens e famílias, de forma a evitar o abandono escolar no arquipélago, “que é mais do dobro da média nacional”.

Já a saúde também não fica de fora dos objetivos do partido, que quer “reforçar a capacidade hospitalar e médica”.

“Há três hospitais para nove ilhas, mas todas deviam ter capacidade de resposta para que toda a população açoriana tenha resposta médica para os seus problemas. É completamente inadmissível que [o PS tenha estado] 24 anos no Governo e haja milhares de pessoas sem médico de família”, lamentou.

Desta forma, Pedro Pimenta acredita que, “nestas eleições, os açorianos vão mudar o voto” e que a taxa de abstenção dos últimos anos, na casa dos 60%, poderá ser “ligeiramente menor” nas eleições de 25 de outubro.

Este partido diferencia-se pela campanha com um “orçamento zero”, sem ações de rua e com um grande enfoque nas redes sociais, mas, segundo o candidato, o balanço é positivo.

“Inicialmente, esteve um pouco parado, mas diariamente temos visto um aumento gradual do interesse nas páginas do MPT e temos recebido mensagens do pessoal dos Açores”, relatou.

Devido a este ‘feedback’, Pedro Pimenta pensa mesmo que será possível “eleger, no mínimo, um deputado” nestas eleições, apesar de ter em mente que este resultado “passa por as pessoas saírem de casa e irem votar”.

As legislativas dos Açores decorrem em 25 de outubro, com 13 forças políticas candidatas aos 57 lugares da Assembleia Legislativa Regional: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP. Estão inscritos para votar 228.999 eleitores.

No arquipélago, onde o PS governa há 24 anos, existe um círculo por cada uma das nove ilhas e um círculo de compensação, que reúne os votos não aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.


 
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