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MPT faz campanha nas redes sociais sem gastar dinheiro público

 O cabeça de lista por São Miguel e pelo círculo de compensação do Partido da Terra (MPT) às eleições açorianas acredita que é possível fazer “política séria” sem gastar dinheiro dos contribuintes, adiantando que fará campanha nas redes sociais.

 MPT faz campanha nas redes sociais sem gastar dinheiro público

Autor: AO Online/ Lusa

 

“Nós já apresentámos o orçamento zero nas últimas eleições legislativas, porque o MPT já de há algum tempo para cá tem contestado o financiamento público aos partidos políticos”, disse Pedro Pimenta, em declarações à agência Lusa, no primeiro dia da campanha oficial.

De acordo com o candidato, é possível fazer um trabalho sério potenciando as redes sociais e a aparição nos meios de comunicação social.

“É evidente que a imagem não será, se calhar, apresentada aos açorianos da forma que gostaríamos, mas acima das canetas que oferecem, dos porta-chaves, dos panfletos, o que os açorianos têm de ter em noção é que estamos aqui para trabalhar e que somos pessoas de convicções”, afirmou o também vice-presidente do partido.

Pedro Pimenta reconheceu uma limitação à campanha ‘online’ do MPT, salientando que a população mais velha tem pouco acesso às redes sociais.

“Não é fácil apresentarmos as nossas ideias e as nossas iniciativas a uma faixa de população que não tem acesso às redes sociais. Nós não aparecemos no meio de comunicação social audiovisual”, referiu, acrescentando que “os partidos que estejam de fora do eixo de esquerda não têm espaço para aparecer”.

Com o objetivo de criar um provedor contra a corrupção nos Açores, Pedro Pimenta ressalvou que o papel do MPT é criar uma sociedade “perfeita em simbiose com o meio ambiente”.

O Partido da Terra candidata-se às eleições regionais contra os 24 anos de governação socialista, a cultura do medo e a favor do turismo sustentável.

Segundo o partido, essa cultura de medo levou os militantes e apoiantes a pedirem que os candidatos às eleições "não fossem dos Açores", já que a vida dos candidatos "se torna complicada" quando concorrem contra o poder instituído.

O dirigente acredita que, ao saberem que as listas são constituídas por "pessoas não vinculadas a um poder instalado", os "60% de abstenção" vão perceber que os candidatos são "independentes na sua forma de agir e de trabalhar", o que se vai refletir no resultado eleitoral.

As eleições para o parlamento açoriano decorrem em 25 de outubro.

Nas anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra 30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do CDS-PP (quatro mandatos).

O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.

Nas eleições regionais açorianas existem nove círculos eleitorais, um por cada ilha, mais um círculo regional de compensação que reúne os votos que não foram aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.

O PS governa a região há 24 anos, tendo sido antecedido pelo PSD, que liderou o executivo regional entre 1976 e 1996.


 
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