Moreirense garante inocência e que participação na Liga não está em causa


 

AO Online/ Lusa   Futebol   8 de Set de 2018, 02:13

O Moreirense assegurou esta sexta feira a sua inocência num processo de corrupção desportiva no qual foi condenado a um ano de suspensão de participação nas competições e anunciou que recorrerá da decisão do tribunal de Santa Maria da Feira.

“O Moreirense Futebol Clube afirma e reitera perante todos os seus sócios, adeptos e simpatizantes que não ordenou, não autorizou, não consentiu ou sequer deu o seu beneplácito para que em seu nome, ou no seu interesse fosse praticado qualquer ato corruptivo, que aliás, abomina”, refere o comunicado do clube, adiantando que “lutará até ao limite das suas capacidades para demonstrar essa sua inocência”.

Na mesma nota, o emblema de Moreira de Cónegos sublinha também que a participação da equipa de futebol nos campeonatos profissionais não está em causa, uma vez que a notificação da sentença incidiu sobre o clube e não sobre a SAD, pela qual compete a equipa na I Liga de futebol.

“A Moreirense Futebol Clube – Futebol, SAD não é nem nunca foi arguida nos autos, não tendo sido alvo de qualquer condenação ou sanção, pelo que a sua participação nos campeonatos profissionais não está em causa”, indica o comunicado do clube, esclarecendo que apenas as camadas jovens serão afetadas nas provas da Associação de Braga e da Federação Portuguesa de Futebol.

O Moreirense foi condenado também na pena única de 450 dias de multa à taxa diária de 250 euros, perfazendo o montante global de 112.500 euros, por quatro crimes de corrupção, de acordo com o acórdão a que a Lusa teve acesso.

Segundo a acusação do Ministério Público (MP), o Moreirense tentou subornar seis jogadores de equipas adversárias para subir de divisão, na época 2011-2012, quando o clube se encontrava na II Liga portuguesa de futebol.

A investigação apurou que o filho de Vítor Magalhães e Orlando “Alhinho” pediram a dois ex-jogadores do Moreirense para abordarem jogadores da Naval e do Santa Clara, prometendo-lhes “avultadas quantias em dinheiro”, para terem um “mau desempenho desportivo” nos jogos de futebol que aquelas equipas iriam disputar com o clube nortenho.

Dos futebolistas contactados apenas um jogador da Naval terá aceitado a proposta, acabando por receber cinco mil euros, por ter sido expulso no jogo que a sua equipa disputou com o Moreirense e que terminou com a vitória dos visitantes por 1-2.



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