Mau tempo

Moradores da Fajãzinha anseiam regresso a casa mas estão apreensivos

Os habitantes da Fajãzinha, na ilha das Flores, Açores, tentam recuperar do susto vivido na sexta-feira na sequência de deslizamentos de terras que atingiram a freguesia, ansiando por regressar às suas casas apesar da apreensão por continuar a chover.


O mau tempo que se faz sentir no arquipélago desde sexta-feira originou derrocadas que obstruíram a via de acesso à Fajãzinha, deixando a freguesia isolada, sem água e luz, tendo ainda danificado algumas moradias, pelo que os cerca de 80 moradores da localidade foram transferidos para o aldeamento turístico da Coada, onde estão há três dias.

José Horácio, um dos habitantes da Fajãzinha, confessou hoje à Lusa, por telefone, que não tem memória do que viu na sexta-feira, quando teve que "abandonar tudo de um momento para o outro", "sem saber" quando poderá regressar.

“Foi um horror ver a terra a vir das partes mais altas. É hábito chover, mas não me lembro de derrocadas”, afirmou, salientando que vive na Fajãzinha desde que nasceu e que "as pessoas mais idosas da freguesia nunca assistiram a coisa igual".

Instalados há três noites no aldeamento turístico da Coada, os habitantes começam a dar sinais de "cansaço", porque "não sabem" quando podem voltar às suas casas.

"Estamos bem instalados, mas as pessoas estão um pouco desanimadas e cansadas porque não sabem o dia de amanhã. O estado de espírito não é nada bom", admitiu Ilda Henriques, também moradora na Fajãzinha, que se afirmou "incrédula" com o sucedido na sexta-feira.

Ao fim de três noites fora de casa, Ilda Henriques disse que o espírito de "entre ajuda" vai valendo ao grupo de moradores, porque "há sempre uns mais desanimados que outros".
PUB

Uma operação policial realizada na freguesia de São José, em Ponta Delgada, resultou na apreensão de material suspeito de constituir produto de furto realizado no Aeroporto João Paulo II, divulgou a PSP