Desde as 10:00 de hoje e até às 22:00 de sexta-feira, dirigentes sindicais e docentes prometem não arredar pé da porta do Ministério da Educação, na Avenida 05 de Outubro, em Lisboa, numa vigília de 36 horas convocada na manifestação nacional que a 08 de Novembro reuniu cerca de 120 mil professores.
Já a ministra Maria de Lurdes Rodrigues vai novamente à Assembleia da República para uma audição de urgência, a pedido do Bloco de Esquerda, que deverá ter como tema principal o processo de avaliação de desempenho dos professores e o diferendo que opõe sindicatos e Ministério da Educação.
Na quarta-feira, a contestação à ministra fez-se de Norte a Sul do País numa greve que o Ministério garante ter contado com uma adesão de 61 por cento, menos 33 pontos percentuais do que os dados avançados pelos sindicatos.
Ainda assim, o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, reconheceu que a participação nesta greve foi "significativa", embora tenha considerado que a paralisação ficou "muito longe" dos objectivos que tinham sido definidos pelas organizações sindicais .
Já a Plataforma Sindical de Professores assegura ter sido a maior greve do sector alguma vez realizada em Portugal, tendo todos os partidos da oposição assinalado igualmente a dimensão do protesto e a necessidade de devolver a tranquilidade às escolas, através da suspensão do modelo definido pelo Governo.
Ministra explica no Parlamento modelo de avaliação
Apenas um dia depois da greve que garantem ter sido "histórica", os sindicatos de professores voltam hoje aos protestos contra o modelo de avaliação, iniciando uma vigília em Lisboa, enquanto a ministra vai ao Parlamento explicar o conflito com a classe.
Autor: Lusa/AO Online
