Afeganistão

Militares norte-americanos encaram com cepticismo o envio de mais tropas


 

Lusa/AO Online   Internacional   2 de Dez de 2009, 08:56

Os soldados norte-americanos que se encontram na base militar de Bagram, no Afeganistão, encaram com cepticismo a decisão do presidente norte-americano de enviar para o território cerca de 30 mil militares.

"Ainda existem muitas coisas a fazer antes da chegada das tropas suplementares, pois há muita corrupção", afirma o soldado Daniel Halladay, numa reacção ao discurso proferido terça-feira por Barack Obama.

O presidente dos Estados Unidos anunciou, perante os alunos da escola militar de West Point, a decisão de enviar para o território afegão um contigente suplementar, elevando para cerca de 100 000 o número de soldados norte-americanos que se encontram no Afeganistão.

"Precisamos de definir melhor as nossas prioridades, de trabalhar bastante e de acabar com a corrupção do governo afegão", considera Daniel Halladay, que aponta ainda a hostilidade da população local como os principais problemas detectados ao longo dos 11 meses em que permanece naquele território.

Para este militar, a solução depende do estabelecimento de relações de proximidade com a população afegã."Se nos tornarmos amigos da população, ela não será má connosco", defende Halladay.

Entretanto, o general Stanley McChrystal, que comanda as forças militares dos Estados Unidos e da NATO no Afeganistão e que tinha reivindicado o envio de 40 mil soldados suplementares, saudou já o anúncio de Barack Obama, considerando que a decisão assegurará os recursos necessários para o sucesso da missão norte-americana.

Uma posição partilhada pelo sargento Calvin Esslinger, também destacado na base militar de Bagram, que considera "vital" o envio de mais tropas para um país constituído, na sua grande maioria, por uma população rural.

No discurso de terça-feira, o presidente norte-americano lançou também um aviso ao seu homólogo afegão, Hamid Karzaï, ao dizer que a "época do cheque em branco" tinha terminado e exigindo que o governo do Afeganistão persiga os responsáveis corruptos.


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