Menezes elogia forma como Cavaco "recriou" exercício dos poderes presidenciais

Menezes elogia forma como Cavaco "recriou" exercício dos poderes presidenciais

 

Lusa / AO online   Nacional   23 de Out de 2007, 13:02

O líder do PSD, Luís Filipe Menezes, elogiou a forma como o Presidente da República "recriou" o exercício dos poderes presidenciais, sublinhando que vê "com muitos bons olhos" a cooperação estratégica de Cavaco Silva com o Governo.
Questionado no final de um encontro com o Presidente da República sobre a forma como vê a "cooperação estratégica" entre Cavaco Silva e o executivo socialista de José Sócrates, o líder social-democrata disse não ter nada a apontar.

"Vejo com muitos bons olhos", declarou.

Aliás, acrescentou, "o Presidente da República recriou de forma excelente o exercício daquilo que são os poderes presidenciais no nosso sistema semi-presidencialista".

Acerca do primeiro encontro com Cavaco Silva depois de ter chegado à liderança do PSD nas directas de 28 de Setembro, Luís Filipe Menezes adiantou que foi "muito agradável" e serviu para fazer uma "primeira abordagem das perspectivas do PSD para a sua afirmação como alternativa" aos socialistas.

Instado a comentar os apelos do Presidente da República para o estabelecimento de consensos, Luís Filipe Menezes considerou que existe uma "panóplia de áreas" em relação às quais o "maior partido da oposição deve ser sempre escutado", nomeadamente em matérias da União Europeia, Negócios Estrangeiros e Defesa.

Nestas áreas, acrescentou, "a governação do dia-a-dia pressupõe um entendimento e uma consulta permanente".

"Há consensos nacionais que podem ser desenvolvidos de forma mais ampla no âmbito do Parlamento", defendeu ainda o líder social-democrata.

Questionado porque se deslocou ao Palácio de Belém sozinho, sem qualquer outro membro da sua direcção e ao contrário do que é tradição nos encontros com o Presidente da República para apresentação de cumprimentos, Luís Filipe Menezes não respondeu directamente, lembrando que José Sócrates também não se desloca a Belém acompanhado por ministros do seu Governo.

"O primeiro-ministro não costuma vir com o Conselho de Ministros. É uma boa razão para eu também vir sozinho", salientou.
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