Medidas "muito penalizadoras" para os portugueses justificam reação dos sindicatos


 

Lusa/AO Online   Nacional   14 de Out de 2011, 07:54

As medidas de austeridade apresentadas na quinta-feira pelo primeiro-ministro são “muito penalizadoras para a generalidade dos portugueses” e justificam qualquer resposta das organizações sindicais, disse à Agência Lusa o presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado.

“Trata-se de um conjunto de medidas muito penalizadoras para a generalidade dos portugueses e especial para os trabalhadores da administração pública e das empresas públicas”, afirmou Bettencourt Picanço.

O primeiro-ministro anunciou que as medidas do OE2012 visam garantir o cumprimento dos acordos internacionais, e passam, entre outras, pela eliminação do subsídio de férias e de Natal para os funcionários públicos com vencimentos ou pensões acima de mil euros por mês, enquanto durar o programa de ajustamento financeiro, até ao final de 2013.

“Trata-se de medidas que não tiveram uma justificação equivalente à gravidade das mesmas. Trata-se de medidas que foram anunciadas a meio de um processo negocial anual onde nada disto foi posto em cima da mesa”, lamentou.

O presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado espera que “as organizações sindicais tenham a capacidade de se entender para dar a resposta que estas medidas exigem” e defendeu que “neste momento todas as medidas que sejam suscetíveis de ser postas em marcha estão justificadas”.

“Não vemos quaisquer medidas suscetíveis de resolver os problemas, vemos sim medidas que postas em cima da mesa com a gravidade que elas têm não deixarão de agravar ainda mais a situação económica e social do país”, sublinhou.

De acordo com as medidas anunciadas na quinta-feira, os vencimentos situados entre o salário mínimo e os 1000 euros ficarão sujeitos a uma taxa de redução progressiva, que corresponderá em média a um só destes subsídios.

As pensões acima do salário mínimo e abaixo de mil euros sofrerão, em média, a eliminação de um dos subsídios.

O chefe do Governo afirmou que há um desvio orçamental de 3 mil milhões de euros e anunciou também que o executivo vai reduzir o número de feriados e permitir que as empresas privadas aumentem o horário de trabalho em meia hora por dia, sem remuneração adicional.


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