Marinha disponibiliza meios de socorro para acções de salvamento

Marinha disponibiliza meios de socorro para acções de salvamento

 

Lusa/AO online   Nacional   15 de Out de 2007, 17:13

A Região Autónoma da Madeira e a Marinha celebraram esta segunda-feira um protocolo que visa uma maior e melhor articulação de meios em casos de socorro costeiro no mar territorial até as 10 milhas náuticas.
    O documento foi assinado pelo secretário regional dos Assuntos Sociais, Francisco Jardim Ramos, e pelo comandante da Zona Marítima da Madeira, em representação da Marinha, António Coelho Cândido.

    O governante madeirense salientou a importância da celebração deste acordo na definição das competências na organização de socorro a náufragos, tendo em conta que a responsabilidade, no que diz respeito à condução das acções de busca e salvamento regional e coordenação de meios, está cometida à Marinha.

    "A Região passa a assumir as suas competências de protecção civil também no mar e vai pôr os meios que tem à sua disposição, ao serviço daqueles que em situação de dificuldade e no limite, em risco de vida, podem deles beneficiar", disse Jardim Ramos.

    Defendeu ser necessário "garantir meios de socorro eficazes e capazes, adaptados à realidade onde actuam, com meios humanos bem treinados e equipamentos modernos, coordenados eficientemente", numa região em que o turismo é a principal actividade económica.

    Destacou que o serviço regional de Protecção Civil e Bombeiros da Madeira, com apoios financeiros comunitários ao abrigo do InterReg III, foi "adquirindo um conjunto de embarcações de tipologia diversificada", um projecto pensado com base na concretização da prestação do socorro costeiro até às 10 milhas num curto espaço de tempo.

    "Estas atribuições relativas ao socorro costeiro terão a sua plenitude quando da implementação no terreno da Rede de Estações de Salvamento Costeiro (Resco), com a construção de unidades no Funchal, Lugar de Baixo (Ponta do Sol), Porto Moniz, Porto Santo, Porto da Cruz e no Aeroporto da Madeira", afirmou.

    Sustentou que a Marinha/Autoridade Marítima Nacional e o SRPCB "irão articular-se para que possam ser utilizados operacionalmente, os meios adequados e em melhor prontidão e posição para cada situação", destacando que "a regulação das actividades de socorro marítimo devem obedecer a regras simples mas claras e funcionais".

    O protocolo vai assim promover a colaboração e articulação entre a Marinha e o SRPCBM no que diz respeito à utilização das embarcações que equipam as estações de salvamento costeiro da RAM, em acções de busca e salvamento, ou socorro na Região, até às dez milhas náuticas da costa.

    Quanto ao Comandante da Zona Marítima, referiu que "Portugal, através da Marinha é responsável pelas operações de busca e salvamento em grande parte do Atlântico Norte", pelo que "todos os meios são escassos para salvar vidas humanas, o que implica que os centros e sub-centros devem utilizar todos os recursos disponíveis, quer sejam públicos, privados, comerciais ou voluntários".

    "A decisão do Governo Regional de instalar meios de socorro na Madeira e Porto Santo veio reforçar de forma muito significativa a capacidade da estrutura auxiliar de busca e salvamento marítimo, sendo o protocolo que se celebra o ponto de partida para uma maior colaboração", disse.
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