Marcelo desaconselha "perplexidades e incertezas" na educação, saúde e Segurança Social

Marcelo desaconselha "perplexidades e incertezas" na educação, saúde e Segurança Social

 

Lusa/Ao online   Nacional   28 de Out de 2018, 07:47

O Presidente da República desaconselhou este sábado "perplexidades e incertezas" em "matérias sensíveis" como a educação, a saúde e a Segurança Social, e insistiu que Portugal precisa de crescer mais e de um sistema político forte.

Marcelo Rebelo de Sousa falava durante uma sessão comemorativa do 40.º aniversário da União Geral dos Trabalhadores (UGT), na sede desta central sindical, em Lisboa, na presença do ministro do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, Vieira da Silva.

Após elencar os desafios da União Europeia, o chefe de Estado passou para o plano nacional, declarando: "Portugal precisa de continuar a crescer e crescer mais e criar emprego, de manter rigor orçamental, de ir diminuindo o endividamento nomeadamente público, de se não esquecer das desigualdades que importa corrigir, da pobreza que cumpre combater".

"De evitar em matérias sensíveis como a educação, a saúde, a Segurança Social perplexidades e incertezas, em particular nos mais frágeis de todos. E, claro, precisa de prosseguir e acelerar em qualificação, inovação, ciência, tecnologia, aposta de futuro", completou.

O Presidente da República observou que "é quase uma quadratura do círculo" e acrescentou que exige "sistema político forte, alternativas não menos fortes e claras, capacidade de representar anseios, indignações, reivindicações antigas e novas".

Em relação ao contexto europeu, Marcelo Rebelo de Sousa reiterou a mensagem que tem repetido em diversas ocasiões de que "a Europa precisa de não deixar sem decisão, ou com decisões frouxas ou adiadas, o relacionamento com o Reino Unido" e tem também de tomar decisões rapidamente sobre "o crescimento, o emprego, a União Económica e Monetária, o quadro financeiro plurianual, as migrações e os refugiados".

No plano global, o chefe de Estado voltou a alertar para as "fragilidades de sistemas políticos, de sistemas de partidos, de parceiros sociais, de instituições múltiplas, de vivência democrática" e a defender que não se pode "cair no unilateralismo, no protecionismo, no isolacionismo, na guerra económica, que é sempre uma guerra política".

"Não é, pois, fácil esta era que se segue aos 40 anos de vida", concluiu, referindo-se à UGT.

Nesta sessão comemorativa discursaram também o secretário-geral da UGT, Carlos Silva, o ministro do Trabalho, da Solidariedade e Segurança Social, José Vieira da Silva, o presidente do Conselho Económico e Social, António Correia de Campos, o vice-presidente da Assembleia da República Jorge Lacão, e o presidente da câmara de Lisboa, Fernando Medina.



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