Manifestantes disponíveis para "dormir" no Ministério da Economia

Manifestantes disponíveis para "dormir" no Ministério da Economia

 

Lusa/AO online   Nacional   26 de Nov de 2013, 17:18

Os manifestantes que se deslocaram esta terça-feira ao Ministério da Economia, em Lisboa, garantem que só vão desmobilizar quando forem recebidos pelo ministro da tutela e dizem "ter disponibilidade para dormir" no local.

 

Vitor Pereira, da FECTRANS - Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, em declarações à Lusa a partir da sala de espera do ministério, através de uma janela, confirmou que uma delegação de manifestantes foi recebida por dois assessores da tutela, que lhes transmitiram a disponibilidade para agendar uma reunião.

“Mas já conhecemos esta situação de outro filme. Queremos que o ministro se desloque até aqui, porque são matérias que têm de ser faladas olhos nos olhos”, disse o sindicalista.

Vítor Pereira garantiu que os manifestantes vão permanecer no local e “têm disponibilidade para dormir” no ministério.

O dirigente afirmou ainda que, neste momento, o setor dos transportes e das comunicações já não confiam em ninguém e estão “cheios de promessas”.

Fonte oficial do Ministério da Economia disse esta tarde à Lusa que os sindicalistas tinham sido recebidos por uma pessoa do gabinete do ministro da Economia, Pires de Lima, e outra do gabinete do secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro.

"Foi-lhes transmitido que o senhor ministro tinha todo o gosto em recebê-los, mediante a solicitação de uma audiência e o envio de uma agenda concreta de trabalhos", afirmou a fonte oficial do ministério.

A mesma fonte recordou ainda que no dia 15 de novembro foram recebidos os 17 sindicatos afetos à FECTRANS - Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações.

Ao início da tarde, grupos de sindicalistas da CGTP ocuparam os ministérios da Economia, da Saúde, do Ambiente e das Finanças, exigindo reuniões com os ministros responsáveis por cada uma das áreas para com eles discutir os cortes previstos no Orçamento do Estado para 2014.



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