Açoriano Oriental
Manifestantes derrubam grades junto ao CCB
As grades junto ao Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, foram derrubadas pelos manifestantes que se concentraram naquele local em protesto contra a visita a Portugal da chanceler alemã, Angela Merkel.
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Foto: MANUEL DE ALMEIDA / LUSA
Autor: Lusa/AO online

O policiamento na zona do CCB, localizado na Praça do Império, foi reforçado depois de as grades fixadas ao chão com cimento terem sido derrubadas.

A barreira de proteção acabou por ser feita por um cordão policial dos elementos do corpo de intervenção da PSP.

No local estão também elementos do grupo cinotécnico da PSP e equipas de intervenção rápida.

Centenas de pessoas desfilaram entre o Largo do Calvário e a Praça do Império, em Lisboa, em protesto contra a visita Portugal da chanceler alemã, Angela Merkel.

A manifestação é promovida pelos subscritores do protesto “Que se lixe a troika” mas recebeu, também, o apoio de outros movimentos, grupos e partidos políticos como os estivadores, os precários inflexíveis, o Bloco de Esquerda e o PCTP/MRPP que se juntaram à marcha.

Ao longo do percurso, os manifestantes cantaram Grândola vila morena e entoaram palavras como “Governo, Merkel e FMI fora daqui”.

No desfile destacavam-se dois bonecos gigantes vestidos com t-shirts negras e com cruzes suásticas. Um deles foi queimado pelos manifestantes à porta do Centro Cultural de Belém.

A chanceler alemã está hoje em Lisboa para uma visita oficial de cinco horas, que inclui reuniões com o Presidente da República, com o primeiro-ministro e o ministro dos Negócios Estrangeiros e com empresários dos dois países.

Esta é a primeira vez que a chefe do Governo da Alemanha visita oficialmente Portugal e a deslocação acontece num momento em que internamente cresce a contestação ao programa assinado com a 'troika', estando previstas duas manifestações anti-Merkel em Lisboa.

A visita, segundo disse Merkel numa entrevista à RTP, no domingo, é “uma contribuição” para mostrar que a Alemanha “quer ajudar” e “para ver o que se pode melhorar na cooperação entre empresas para gerar mais empregos".

Angela Merkel afirmou também não haver motivos para Portugal renegociar com a ‘troika’ ou pedir novo resgate, elogiando a coragem com que o Governo faz o ajustamento financeiro.

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