Mais de 80% dos portugueses não sabe encaminhar equipamentos eléctricos para reciclagem

Mais de 80% dos portugueses não sabe encaminhar equipamentos eléctricos para reciclagem

 

Lusa / Ao online   Economia   24 de Nov de 2007, 10:57

Mais de 80 por cento dos portugueses não sabem como encaminhar para reciclagem resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos (RREE), revela um estudo da associação Amb3E.
    O número de portugueses que não sabem encaminhar para reciclagem os REEE é de "uma importância extrema" e revelador de que "ainda há muito trabalho a realizar nesta matéria junto do cidadão-consumidor, trabalho esse que tem de ser mais esclarecedor e mais elucidativo", defende o director geral da Amb3E - Associação Portuguesa de Gestão de Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos - Fernando Fontoura, citado em comunicado de imprensa.

    "Se, por um lado, as pessoas demonstram estar susceptíveis a esta realidade, por outro, ainda não sabem como fazer para proceder correctamente à reciclagem dos seus REEE, é por aí que temos de ir, sensibilizar, informar e esclarecer", acrescenta o director geral da Amb3E.

    De acordo com os resultados do estudo, os inquiridos atribuem um alto grau de importância à reciclagem em termos gerais - 4,83 numa escala de 1 a 5, em que 1 é "nada importante" e 5 "muito importante" -, 87 por cento já ouviu falar de REEE e, entre esses, 65 por cento sabe a que se aplica.

    No entanto, e para além dos números que dão conta dos 81,8 por cento de inquiridos que não sabem encaminhar para reciclagem os REEE, o estudo revela também que 38,4 por cento nunca realizou este tipo de reciclagem e que os inquiridos se revelam pouco informados sobre a REEE - 2,27 numa escala de 1 a 5, em que 1 é "nada informado" e 5 "muito informado".

    Apenas 28,5 por cento dos inquiridos afirma fazer sempre ou frequentemente a reciclagem de REEE.

    "Exactamente porque o número de pessoas é ainda diminuto, a Amb3E tem vindo a realizar um enorme esforço em dotar o país de Centros de Recepção, onde as pessoas podem, de forma gratuita, depositar os seus REEE. Conseguimos hoje estar em todas as regiões de Portugal continental e ilhas", diz Fernando Fontoura.

    Questionados sobre a razão mais importante para reciclarem REEE, 41,2 por cento dos inquiridos responderam "para reduzir a quantidade de lixo e poupar energia"; 34,5 por cento "porque são lixos perigosos"; e 24,3 por cento "porque ainda podem ser úteis".

    Perto de metade dos inquiridos afirmaram ter deixado o seu último aparelho eléctrico ou electrónico avariado na rua para ser recolhido pelos serviços da Câmara Municipal e 52,5 por cento gostaria que a entrega para reciclagem dos REEE fosse feita através da recolha dos equipamentos avariados por parte da empresa que entrega os novos equipamentos.

    "Telefonar a pedir a recolha em casa" e "depositar num centro de recolha" são ainda formas de entregar REEE para reciclagem citadas por um total de 69,6 por cento dos inquiridos.

    Quanto à possibilidade de os inquiridos virem a realizar a reciclagem deste tipo de equipamentos, o resultado foi de 4,14, numa escala de 1 a 5, em que 1 é "nada provável" e 5 "muito provável".

    Sobre a campanha "Livre-se do seu mono já", da responsabilidade da Amb3E, 55 por cento dos inquiridos viu e recorda-se da campanha, e destes 98,2 por cento apreenderam a mensagem.

    Quanto ao perfil sócio-económico dos inquiridos, são maioritariamente do sexo masculino - 58,2 por cento - e 65,5 por cento tem entre os 25 e os 54 anos.

    56,5 por cento dos inquiridos residem na grande Lisboa e no grande Porto.

    Entre os inquiridos 46,4 por cento são licenciados e quase metade - 49 por cento - tem um emprego a tempo inteiro.
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