Madeira tem regime totalitário parecido com o soviético diz líder do PS/M


 

Lusa / AO online   Nacional   15 de Ago de 2008, 20:16

O presidente do PS/Madeira, João Carlos Gouveia, afirmou hoje que o regime político no arquipélago é totalitário, semelhante ao soviético, e acusa o Governo Regional de operar a “morte cívica” dos madeirenses.
    Em declarações à agência Lusa, o líder socialista madeirense que marcou presença no XII acampamento da Juventude Socialista/Madeira na ilha do Porto Santo, no qual participam quase uma centena de jovens, sustentou que, “passados 30 anos de poder autonómico, é preciso perguntar a quem tem governado em que é que falhou e por que a Madeira está numa situação idêntica à vivida em 1974, visto que as populações atravessam uma crise profunda na sua história”.

    João Carlos Gouveia considerou que a explicação está “na morte cívica dos cidadãos estipulada pelo poder político regional que os colocou à margem da actividade política”.

    “Este poder político regional tem uma vocação totalitária, dominando toda a sociedade e todas as iniciativas. Vivemos num modelo totalitário, tipo soviético”, disse.

    O dirigente socialista argumentou que “o regime regional falha no desenvolvimento e economia” e que só uma mudança governativa poderá produzir um novo modelo, o que passa pela participação activa dos jovens “para derrubar este regime político o mais rápido possível”.

    João Carlos Gouveia realçou não fazer sentido que “à mínima crise nacional e mundial a Madeira fique numa situação tão débil e tão frágil”, pela qual o Governo Regional responsabiliza sistematicamente o executivo da República.

    “Para o modelo de desenvolvimento é preciso apostar nas qualificações, concorrência, trabalho, autonomia e liberdade dos cidadãos, o que este regime não tem proporcionado”, opinou.

    O presidente do PS/Madeira destacou que a história do arquipélago se repete, visto que “a autonomia está ao serviço de um pequeno grupo social que explora e delapida todo o património e recursos para um grupo minoritário”.

    “Os madeirenses são capazes de vencer a inércia, a incompetência, desperdício e acabar com o gesto de andar sempre de mão estendida perante a República ou a União Europeia. São capazes de criar riqueza, inteligência e capacidade para assegurar o seu futuro”, concluiu.

    Por seu turno, o líder da JS/M, Orlando Fernandes, salientou que “o futuro da Madeira não passa por um governo preso aos ideais da década de 70, mas pela presente geração qualificada e predisposta”.

    “Queremos, não uma Madeira Nova, mas uma Madeira moderna, onde exista diminuição das desigualdades sociais, pelo que é necessário dar espaço para que jovens possam participar mais activamente na vida política”, declarou.

    Orlando Fernandes destacou que o Governo da República já se apercebeu da importância de preparar os jovens para esta sua missão, através da criação dos conselhos municipais de juventude, que pretendem dar espaço de participação na vida política”.

    “Queremos que na Madeira sejam também criados esses centros”, concluiu.

    O programa do XII Acampamento Regional da JS/M prevê ainda a realização de um colóquio subordinado ao tema “diálogos sobre a cidade”, que conta com a participação do líder líder nacional da Jota, Duarte Cordeiro, e do deputado na Assembleia da República Jorge Seguro Sanches.

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